Promoção para cabos do Corpo de Bombeiros é aprovada na Comissão de Justiça

Em 01/03/2016
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Cabos do Corpo de Bombeiros presenciaram a reunião. Foto: João Bita

Cabos do Corpo de Bombeiros presenciaram a reunião.
Foto: João Bita

Cabos do Corpo de Bombeiros de Pernambuco defenderam, nesta terça, na Comissão de Justiça, a aprovação de proposta que autoriza a promoção da categoria. O presidente da Associação de Bombeiros, Ricardo Medeiros, apresentou a justificativa do projeto de lei. “As associações do Estado pediram ao Governo que fosse feita uma alteração na lei 134, na questão do concurso. A gente entende que, para o oficial, só existe um concurso, que ele faz para oficial e vai até coronel. E o praça, no meio do caminho tinha um concurso, que o soldado poderia fazer o concurso para sargento. As associações se juntaram, junto com o Governo do Estado, e extinguiram o concurso interno.”

Ricardo Medeiros ainda esclareceu como seria a promoção dos bombeiros, sem o concurso interno. “A partir do momento que o militar entra, ele vai ascender na carreira através da hierarquia. A gente preza muito por isso, somos militares. Ele vai sair de soldado a subtenente, no tempo de serviço e nas promoções por merecimento.”

A categoria aguarda a promoção na carreira desde dezembro de 2015. O relator do projeto, deputado Antônio Moraes, do PSDB, afirmou que tomará medidas para acelerar a aprovação da matéria. “A gente vai solicitar a quebra de interstício no Plenário, porque aí a gente não teria aquele prazo da primeira para a segunda votação. Para ver se iria de uma forma mais rápida para a Comissão de Redação Final e, a partir daí, a gente encaminhar o projeto para sanção do governador.”

O projeto aprovado ainda contempla uma demanda da banda de música da Polícia Militar. O deputado Joel da Harpa, do PROS, defendeu a necessidade de concurso para o setor. “O que a gente estava tentando fazer era, sem mexer com a questão dos trâmites legais da Casa, convencer o Governo a apresentar uma emenda que especificasse a questão do quadro da banda de música que, desde 2001, não tem acesso. Hoje a banda de música tem 10 a 20% que são do quadro da banda, e os outros que estão lá exercendo funções que não são oficialmente deles por lei.”

O parlamentar ainda relatou que militares não participaram da reunião por terem recebido ameaças. “Eu recebi algumas ligações, inclusive anônimas, hoje pela manhã, e que me colocaram que o pessoal da banda da Polícia Militar, que estariam hoje aqui, para trazer sua reivindicação ao pleito que estamos discutindo na Casa, foram proibidos, inclusive com tom de ameaça, com tom de prisão.”

O deputado Joel da Harpa prometeu apurar as denúncias anônimas.