João defende moratória como forma de pressão O deputado João Paulo (PT) defendeu ontem, da tribuna da Assembléia Legislativa, a decretação pelos estados de uma moratória das dívidas com a União. Segundo ele, é uma medida necessária para estancar a sangria de recursos para o pagamento de uma dívida que já chega aos R$ 157 bilhões, negociada em acordos que ferem o pacto federativo, ao incluir até a retenção de recursos constitucionais dos estados para garantir repasses da União, assegurando assim o pagamento dos juros da dívida pública.”Devemos apoiar a moratória que, ao contrário do que dizem os governistas, não é um calote. É, sim, uma ação que traz a negociação da dívida para outras bases”, acrescentou.Para o parlamentar petista, a moratória aponta para uma relação equânime e respeitosa entre os Estados e União, revalorizando os princípios que norteiam a unidade da Nação e a aplicação destas verbas em políticas sociais, honrando compromissos com a população”.Segundo João Paulo, Minas Gerais não é o único Estado na situação de optar entre o pagamento da dívida e a falência ou tomar atitudes mais soberanas. “Estados mais fracos economicamente acrescentou , como Pernambuco, mais cedo ou mais tarde terão que negociar suas dívidas. Resta saber se de forma altiva ou de joelhos, com pires na mão, em busca de recursos que FHC destina prioritariamente para honrar seus compromissos com o FMI”.Por fim, João Paulo disse que não dará trégua aos que só aplicam a moratória nos compromissos assumidos em palanque, durante as eleições. “A dívida social deste país cobra prioridade máxima para o povo, condenado à condição de sem-casa, sem-educação, sem-emprego, sem-cidadania, sem-esperança”. (Antonio Magalhães)