A Alepe homenageou os 70 anos do restaurante Buraco da Gia, localizado em Goiana (Mata Norte), em uma reunião solene realizada nesta quinta (19).

ORIGINAL – Mário Ricardo enalteceu a autenticidade do estabelecimento goianense. Foto: Roberto Soares
A iniciativa foi do deputado Mário Ricardo (Republicanos), que enalteceu o legado e a autenticidade do empreendimento. “Este espaço nasceu de forma simples, mas carregado de autenticidade, algo que jamais se perdeu com o passar do tempo. Ali não se serve apenas comida; serve-se história, cultura e memória afetiva. Cada prato, especialmente o tradicional guaiamum, carrega consigo o sabor da nossa região, o tempero da nossa gente e a essência da culinária nordestina”, exaltou.
Fundado em 1956, o restaurante ganhou projeção nacional pela figura de seu fundador, Luiz da Gia, conhecido pelo curioso hábito de treinar guaiamuns para servir os clientes.

MUDANÇA – Teresa Leitão destacou a capacidade de adaptação dos proprietários do restaurante . Foto: Roberto Soares
A senadora Teresa Leitão (PT-PE) destacou a capacidade do estabelecimento de se adaptar às transformações ao longo do tempo, mantendo a responsabilidade social como um dos pilares de sua atuação. “A visão pioneira do fundador do Buraco da Gia carrega consigo uma carga de esperança, de quem acredita no que faz. Mas esse legado histórico também se atualizou. Na ausência do caritó e do caranguejo, Lila e seu pai se adequaram às normas do meio ambiente e de preservação ambiental sem negar a memória”, afirmou. Ela também anunciou a apresentação de um voto de aplauso no Senado Federal em reconhecimento à trajetória do empreendimento.
História
Filha do fundador e atual sócia administrativa do restaurante, Marly Moraes de Oliveira relembrou momentos difíceis, como a pandemia da covid-19, e contou como o legado deixado pelo pai foi fundamental para manter o restaurante em atividade. “Na pandemia fechou tudo, mas eu nunca me entreguei; colocava meu esposo na frente da porta para receber os clientes e assim eu vendi mais do que quando o restaurante estava aberto. Outra crise muito grande foi quando o prefeito, na época, fechou a entrada de Goiana por um ano e dois meses. Eu vivi completamente do meu portfólio de clientes de todos os lugares do Brasil e do mundo, graças ao trabalho do meu pai em deixar o restaurante conhecido internacionalmente”, relembrou.

HISTÓRIA – Marly Moraes de Oliveira relembrou os momentos difíceis, como a pandemia. Foto: Roberto Soares