Serviço Social do INSS foi defendido por João

Em 12/03/1999 - 00:00
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Serviço Social do INSS foi defendido por João “Venho denunciar mais um ataque do governo do FMI aos trabalhadores”. Com estas palavras, o deputado João Paulo (PT) ocupou a tribuna para mostrar a tentativa do Governo federal de eliminar o Serviço Social do INSS. O parlamentar afirmou que essa medida faz parte do desmonte da Previdência Social.”É uma exigência do Fundo Monetário Internacional, que busca ampliar o mercado da previdência privada e cortar gastos sociais, para gerar os excedentes necessários ao pagamento dos juros exorbitantes que quebram o país”, ressaltou João Paulo. Ele lembrou que o Serviço Social do INSS, cujos servidores lotavam as galerias da Assembléia, já é prestado há mais de 50 anos no país e que essa não é a primeira vez que o Governo FHC tenta extingui-lo. “Agora, o Governo volta à carga, incluindo a suspensão do serviço na Reforma da Previdência”, afirmou o deputado petista.Segundo João Paulo, o setor tem a tarefa de socializar as informações previdenciárias, assegurando aos usuários o acesso aos benefícios e serviços, desenvolve ndo vários projetos, como o de atendimento ao trabalhador rural que, em 1998, atingiu 1.200 trabalhadores em 80% dos municípios de Pernambuco. “Como se vê, essa é uma atitude que, por si mesma, revela a falta de compromisso deste governo com a maioria da população”, destacou o parlamentar.De acordo com João Paulo, os 513 profissionais que atuam nesse serviço, em 26 unidades da Federação, atenderam, em 1997, mais de um milhão de usuários. “Fechar esse canal de interlocução entre a sociedade e o INSS é apostar no isolamento e na destruição deste mecanismo de proteção social”, completou.Apartes – O pronunciamento de João Paulo foi aparteado pelos deputados Teresa Duere (PFL), Sérgio Leite (PT), Eudo Magalhães (PFL), Jorge Gomes (PSB), Gilberto Marques Paulo (PFL) e Sérgio Pinho Alves (PSB). Todos se posicionaram de forma contrária à extinção do Serviço Social do INSS. “Não posso concordar com isso.

Vamos solicitar uma audiência com o vice-presidente da República para tratarmos desse assunto”, afirmou Duere. Sér gio Leite disse que o serviço é fundamental para qualquer política de desenvolvimento. Para Eudo, vai haver um repúdio unânime da AL ao ato de FHC.

Gomes entende que é preciso haver um movimento para barrar a medida. Marques Paulo afirmou que os 48 deputados deveriam apartear João Paulo, pela natureza do problema. Pinho Alves atacou a política neoliberal de FHC. (M G)