João Paulo acusa de ineficiente a política de segurança de PE

Em 17/03/1999 - 00:00
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Apesar dos esforços de combate à criminalidade divulgados na audiência pública, o presidente da Comissão de Defesa da Cidadania, deputado João Paulo (PT), considera que “a política de segurança pública tem se mostrado ineficiente para resolver a violência no Estado”. Enquanto espera por investimentos em equipamentos, treinamento de pessoal e ações preventivas, o parlamentar lembra que a raiz da violência reside “na falta de uma política de geração de emprego e renda e de valorização da vida”.Para o deputado Antônio Moraes (PSB), Pernambuco já vive um clima de “guerra civil” em função da grande instabilidade social. Confiante de que o novo sistema de segurança pública implantado no Estado irá reverter o quadro de violência, o parlamentar pessebista assinalou a importância das operações policiais serem adotadas de forma permanente. Com relação à desativação dos Postos de Policiamento Ostensivo (PPO’s) nos bairros, Moraes considerou a decisão acertada, já que nas rondas a pé ou em viaturas, as coberturas das á reas de risco são mais eficazes.O deputado Sérgio Leite (PT) parabenizou a iniciativa da Polícia Militar de deslocar o pessoal do serviço burocrático para o policiamento de rua. “Isso já é suficiente para passar a sensação de segurança e intimidar a criminalidade”, considerou. Sem se restringir aos crimes praticados contra taxistas, Leite realçou a necessidade das operações policiais serem rotativas, a fim de que se possa coibir o crescimento de assaltos entre motoristas particulares. O importante papel da Comissão de Defesa da Cidadania em investigar as deficiências atreladas ao sistema de segurança pública e apontar caminhos para solucioná-las foi reconhecido pela deputada Luciana Santos (PC do B). A exemplo dos demais parlamentares, ela admitiu que a insegurança constante entre os motoristas de táxi é um “problema que se arrasta há vários anos”, destacando a necessidade de o poder público adotar medidas que minimizem os efeitos da violência no Estado. (Simone Franco) ——————————————————————————–