Malba: informática para estudante pobre

Em 06/03/1999 - 00:00
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Malba: informática para estudante pobre Só mesmo uma mulher com a sensibilidade ampliada pela maternidade, pode ser perspicaz o suficiente para ‘adivinhar’ o que seus filhos desejam. E esta habilidade, tão recorrente no mundo feminino, foi levada ao extremo por Malba Lucena quando ela ousou no quesito solidariedade.”Como eu tinha bons relacionamentos, muita gente me procurava pedindo emprego. Conseguia a indicação de uma autoridade, de um político, mas a pessoa terminava voltando para dizer que não conseguia o trabalho porque não tinha curso de computação.

Então, já como Chefe de Gabinete de Fernando Rodovalho, consegui juntar seis computadores e abri meu primeiro curso de computação, no Curado II, por um preço simbólico de dois reais”, lembra ela.Não foi possível mais deter o curso dos acontecimentos que a trariam ao Poder Legislativo. “Logo chegamos a dezenas de cursos, espalhados nos mais diversos bairros, e partiu dos próprios alunos a sugestão para que eu me candidatasse a deputada federal. Fizeram os folhetos e faziam a panfletagem como prova de gratidão por terem se qualificado para o mercado de trabalho.Não dependi de líderes comunitários, nem de associações de moradores para me eleger”.Hoje são 68 cursos de computação do IPE – Instituto Pró-Educar, e “a possibilidade concreta de ajudar tantos adolescentes, de criar novos horizontes para famílias carentes, me deixa gratificada”, garante a deputada. A nova etapa deste trabalho deve ser a implantação de novas unidades no Sertão do Estado. (G G)