Sotero exorta deputados à luta por maiores recursos para o NE

Em 23/03/1999 - 00:00
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O superintendente da Sudene, Aloísio Sotero, fez ontem, na Assembléia Legislativa, uma exortação aos deputados estaduais para que atuem em conjunto com parlamentares federais no sentido de favorecer a aprovação de emendas ao Orçamento da União que contemplem recursos para projetos estruturadores pernambucanos. “Esta atitude pode aumentar a vinda de investimentos federais para o Estado”, acrescentou.Na sua fala, na sessão especial convocada pelo deputado Geraldo Melo (PMDB) e presidida pelo 1º Vice-presidente da AL, Bruno Araújo, Aloísio Sotero disse que as emendas orçamentárias aprovadas devem gerar um impacto em cada região do Estado. “A ação política parlamentar, portanto, deve ser valorizada como um forte instrumento de desenvolvimento econômico”.No entender de Sotero, os políticos poderiam ainda agilizar a tramitação no Congresso das reformas política e a tributária, de fundamental importância para o desenvolvimento da região. “Uma representação política mais forte teria condições de ver atendidas suas reivindicações. E, com a reforma tributária, o tratamento das desigualdades regionais seria outro”, completou.Nova – O superintendente da Sudene relatou para os deputados o novo papel da autarquia na economia nordestina. Disse que cabe agora à Sudene o papel de agência de desenvolvimento regional, de modo a trair investimentos públicos e privados.

Para ele, a autarquia tem que favorecer a criação de um ambiente de “atratividade”, dando condições para investimentos em rodovias, ferrovias, canais de irrigação, saneamento e escolaridade.As opções, no caso de Pernambuco, segundo Sotero, tem como ponto de partido o uso do Imposto de Renda de grandes empresas de outras regiões, via Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor), para torná-las sócias de empreendimentos estaduais. Ele sugeriu também que podem ser usados os recursos do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE), fonte habitual de investimentos. E, por fim, elogiou a situação privilegiada do Estado, no aspecto da logística, com seus três portos – Recife, Suape e Petrolina – que favorecem o fluxo de mercadorias com custos menores. (A M)