Teresa diz que Executivo enfrenta a falta d’água

Em 17/03/1999 - 00:00
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A líder do PFL na Assembléia Legislativa, Teresa Duere, usou ontem a Tribuna para analisar a questão do abastecimento d’água no Estado, indicando informações sobre as ações da Compesa frente à realidade encontrada pela atual gestão. O primeiro aspecto destacado foi quanto ao débito da Companhia, estimado em R$ 300 milhões, herdado da administração anterior.Em seguida a parlamentar passou a elencar as ações desenvolvidas pela Compesa que, segundo Duere, confirmam a determinação do Governo de enfrentar o problema da falta de água. Na Região Metropolitana do Recife, por exemplo, a deputada citou a substituição de filtros da barragem de Tapacurá, que provocou a melhoria no tratamento d’água e retirada dos agentes poluidores e a perfuração de seis poços, a utilização de 26 caminhões-pipa e o reforço de abastecimento para o Bairro do Recife, através de dois poços perfurados em Suape.Indicou ainda a adutora de Arataca (em Igarassu), que terá 24 km, ampliando em 500 litros por segundo, fazendo a complementação da ba rragem de Botafogo; a construção da adutora de Ipojuca; estudo hidrológico para aproveitamento da barragem de Carpina e perfuração de poços nas áreas Norte de Olinda e Igarassu e na Zona Sul.”Quanto ao interior, algumas medidas foram tomadas, tais como: autorização de 200 carros-pipas, parceria com a iniciativa privada, levando 300 mil litros de água (por trem) para as cidades de Gravatá e Bezerros e a conclusão da adutora de Jucazinho aproximadamente em 60 dias, atendendo Surubim, Passira e Cumaru”, previu.Teresa Duere disse acreditar que “as informações sejam importantes para a Assembléia e também para a sociedade”, detalhando a situação real dos sistemas de abastecimento de Botafogo, Tapacurá, Gurjaú/Suape e Alto do Céu (Caixa d’água).Por fim, a líder do PFL disse que o Governo está preocupado com o esgotamento sanitário das cidades de Vitória de Santo Antão e Pombos, porque são focos de poluição de sistema de abastecimento d’água de Tapacurá. “Determinação existe, entretanto, a cobertura de esgoto nesta s cidades é de 30% em Vitória e 0% em Pombos. Vale ressaltar que temos que partir do zero para as obras em Vitória (70%) e Pombos (100%), pois não há projetos. Assim sendo, por determinação expressa do governador, dentro de quatro a seis meses estaremos iniciando as obras que terão um custo entre oito a dez milhões de reais”, anunciou. (J P)