A política econômica do Governo federal foi criticada na sessão de ontem pelo deputado José Queiroz (PDT), rebatendo as diretrizes impostas à Nação brasileira. “A lógica perversa do neoliberalismo protestou só serve para sucatear o Estado. Aqui e alhures, a fórmula é uma só”.Para ele, o patrimônio nacional, construído com enormes sacrifícios, vai sendo vendido a preço de banana, sendo os capitais torrados sob alegação de amortizar a dívida pública.
Em conseqüência, “cada dia devemos mais; nem empresas nem redução da dívida”.Nesse linha de combate, José Queiroz vê um completo fracasso do presidente Fernando Henrique Cardoso que, todavia, “insiste em cumprir o que determina o FMI, comprometendo-se no esforço de privatização do setor financeiro”. A posição do pedetista é em firme defesa do patrimônio do povo brasileiro, em vista do que entende como ameaça a instituições do porte do Banco do Brasil, Caixa Econômica, Banco do Nordeste e Petrobrás.Analisando a situação destas entidades diante da crise que se abateu sobre o Brasil, o parlamentar estranhou que “enquanto os bancos privados apostavam contra a moeda nacional, o Banco do Brasil, um dos maiores instrumentos da crise do Real, vendia dólares na última tentativa para sustentar a moeda brasileira”. Ele lembrou que o Governo federal tem no Banco do Brasil o instrumento para acionar os mecanismos de produção das nossas exportações, sendo difícil imaginar bancos privados substituindo a altura Banco do Brasil ou Caixa Econômica em todas suas áreas de ação. “O Banco do Brasil é a única instituição financeira presente em 746 municípios do País”. José Queiroz observou que o Governo federal já se desfez de quase todas as empresas estatais, patrimônio construído com o sacrifício de várias gerações de brasileiros: “Nem por isso a dívida pública deixou de saltar de US$ 60 bilhões para mais de US$ 340 bilhões somente nos quatro anos do primeiro governo FHC. Não faz sentido falar em privatização do BB, como bem afirmou o deputado Delfim Neto, na medida em que caberá ao banco o financiamento das exportações e dar suporte ao setor agrícola, que este ano precisa iniciar processo de profunda recuperação”. (Antônio Azevedo)