A Assembléia Legislativa realizou na tarde de ontem uma sessão especial, presidida pelo deputado Bruno Araújo (1º vice-presidente no exercício da Presidência). Atendendo a requerimento do deputado Geraldo Melo (PMDB), o superintendente da Sudene, Aloísio Sotero, que se fez acompanhar do diretor de Relações Internacionais Múcio Wanderley, veio expor e debater com os parlamentares suas metas de trabalho na agência federal de desenvolvimento. Ao abrir a sessão, o deputado Bruno Araújo reportou-se à criação do órgão governamental, em 1959, destinado a combater o atraso, tornar a economia regional resistente às secas e promover o desenvolvimento com equilíbrio, assegurando a integração nacional. “É inegável que houve avanço econômico, substituição de importações considerou Bruno Araújo mas a região não conseguiu alcançar o objetivo de eliminar o atraso, garantir o desenvolvimento auto-sustentado, expectativas que eram animadoras nas décadas de 60 e 70.
Naquela fase a política de incentivos contribuiu para elevar as taxas de crescimento, gerar empregos, rendas e também a crença no processo de mudança”.
Em conseqüência da criação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste Sudene, registrou-se taxa de crescimento nesta região, em torno de 5% ao ano, percentual que alcançou 7% entre o final da década de 60 e início dos anos 70.
Como bem frisou o deputado Bruno Araújo, estudos do Banco do Nordeste chegaram a apontar, em 1970, a taxa de 10% no curso da década, precisão que não se confirmou mercê de redução dos incentivos e progressivo enfraquecimento da agência federal. Já na década de 80, o Nordeste continuou a perder recursos federais, incentivos, básicos ao processo de industrialização e ao esforço de modernização do setor agropecuário. Embora a taxa de crescimento caísse para 3,5% ao ano, ocorreu todavia aumento da produção de grãos e bens intermediários com avanços na indústria, agricultura, mineração e turismo.Bruno Araújo demonstrou confiança no futuro do Nordeste fundamentado no fato de que, malgrad o as perdas de investimentos públicos e privados, “o Nordeste mantém um crescimento maior que o do País, com 3,2% contra 3,1%, participando com 16% no PIB nacional, indicando que a região tem potencial para crescer, contribuir para o desenvolvimento do País, configurando-se a questão Nordeste, portanto, numa questão nacional, de integração e de equilíbrio do processo de desenvolvimento”.Diante desses argumentos, o parlamentar vê perspectivas animadoras no avanço, na busca do desenvolvimento, da superação do atraso, da correção dos desequilíbrios. E externou ao superintendente Aloísio Sotero ser chegada a hora de resgatar o clima de crença, de confiança, contando com a revitalização da agência federal, voltando suas ações para o fortalecimento da economia regional, perseguindo as metas que motivaram sua criação há 40 anos.
“Nesse sentido concluiu nossa certeza de que na gestão de Aloísio Sotero, a Sudene terá a contribuição de um técnico de inegáveis méritos, de um pernambucano com experiência e sensibiidade para tornar o órgão instrumento de apoio ao progresso da região, com a consolidação do desenvolvimento econômico e dos avanços na área social”. (A A)