Queiroz diz que situação na Mata é muito grave O deputado Henrique Queiroz (PPB) advertiu ontem que as propostas anunciadas pelo vice-presidente Marco Maciel na Sudene, de diversificação da cultura canavieira, apesar de positivas, não resolverão os problemas imediatos da Zona da Mata.”A região está sob o que costumamos identificar como calamidade pública. Usinas fechando, trabalhadores desempregados, comércio paralisado e a população em estado de miséria. A questão da diversificação da cultura da cana é uma proposta para longo prazo e não há condições econômico-sociais de aguardarmos seus resultados”, alertou o parlamentar.Com atuação política na região e com vários serviços prestados aos municípios que formam o ciclo canavieiro do Estado, Queiroz cobrou do governador Jarbas Vasconcelos uma visita à Zona da Mata. “Apelo ao governador que vá à Mata, conheça de perto a realidade do povo e adote urgentes providências. A situação é extremamente grave”, depôs o deputado do PPB.Registrando a entrevista que o empresário da cana Jorge Petribú concedeu ao Diário d e Pernambuco, na última segunda-feira, através da qual aquele usineiro faz um relato preciso da situação em que se encontra o cultivo da cana, Henrique Queiroz recebeu a solidariedade dos deputados Manoel Ferreira (líder da bancada pepebista) e Carlos Lapa (PSB). “Não há financiamento e nem incentivo para a agricultura estadual”, criticou Ferreira. “Entra governo e sai governo e ninguém quer, objetivamente, resolver o problema. Só escutamos retóricas”, acusou Lapa.Queiroz disse que participou da reunião da Sudene, onde o vice-presidente Marco Maciel, o superintendente da autarquia Aloísio Sotero e o governador Jarbas Vasconcelos expuseram as propostas de diversificação agrícola, sentindo-se entusiasmado com os possíveis resultados. “Mas a questão é que o setor sucroalcooleiro hoje está falido. É preciso soluções imediatas enquanto não se implementa os novos projetos”, alertou. (Jair Pereira)
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