Sérgio Leite quer mutirão contra o crime no Estado

Em 05/03/1999 - 00:00
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Sérgio Leite quer mutirão contra o crime no Estado Enquanto durante todo o ano de 1998 foram registrados pela Polícia Civil 1.046 homicídios no Grande Recife, os dois primeiros meses deste ano bateram recorde e apontam para a ocorrência de mais de metade do total do ano passado: 532 assassinatos.Foram estes dados que levaram, ontem, o líder do PT, deputado Sérgio Leite, à tribuna para cobrar não somente das autoridades estaduais e federais providências urgentes contra a falta de segurança, como da própria sociedade civil que deveria “se mobilizar num mutirão contra a violência, para despertar todos os pernambucanos para a necessidade de lutarem efetivamente pelo seu direito a um cotidiano mais tranqüilo”.O líder petista fez ainda uma análise das causas que têm contribuído para agravar a insegurança na Capital e nos municípios do Interior. “Claro que a própria conjuntura econômica atual, com o agravamento do desemprego e das condições de vida, é um fator decisivo para o aumento da violência. Mas outros fatores não podem ser esquecidos. O descaso dos nossos gov ernantes fica evidente em dados como estes: temos apenas uma Delegacia de Homicídios para todo o Estado com um efetivo de apenas 30 policiais e 4 carros.

Como então averiguar tantos assassinatos com apenas este quadro?”, questionou.”A vida é o maior patrimônio que nós temos e o descaso dos nossos governantes para protegê-la é flagrante. Se os recursos estaduais são insuficientes para manutenção da máquina das polícias Civil e Militar, imagine que o Governo federal destina recursos, mesmo pequenos, para vários setores – educação, habitação, saúde –, e não destina qualquer rubrica para os estados usarem na segurança”, criticou ele.Em aparte, os deputados Antônio Moraes (PSB) e Manoel Ferreira (líder do PPB) alertaram o deputado petista para os efeitos negativos para o turismo que a divulgação dos dados sobre violência poderiam ter. “Muitos outros estados registram números semelhantes ou piores que os nossos e nem por isso alardeiam os fatos mantendo seu fluxo de turistas em alta”, confirmaram os aparteantes.

(Graça Gouveia) Enquanto durante todo o ano de 1998 foram registrados pela Polícia Civil 1.046 homicídios no Grande Recife, os dois primeiros meses deste ano bateram recorde e apontam para a ocorrência de mais de metade do total do ano passado: 532 assassinatos.Foram estes dados que levaram, ontem, o líder do PT, deputado Sérgio Leite, à tribuna para cobrar não somente das autoridades estaduais e federais providências urgentes contra a falta de segurança, como da própria sociedade civil que deveria “se mobilizar num mutirão contra a violência, para despertar todos os pernambucanos para a necessidade de lutarem efetivamente pelo seu direito a um cotidiano mais tranqüilo”.O líder petista fez ainda uma análise das causas que têm contribuído para agravar a insegurança na Capital e nos municípios do Interior. “Claro que a própria conjuntura econômica atual, com o agravamento do desemprego e das condições de vida, é um fator decisivo para o aumento da violência. Mas outros fatores não podem ser esquecidos. O descaso dos nossos gov ernantes fica evidente em dados como estes: temos apenas uma Delegacia de Homicídios para todo o Estado com um efetivo de apenas 30 policiais e 4 carros.

Como então averiguar tantos assassinatos com apenas este quadro?”, questionou.”A vida é o maior patrimônio que nós temos e o descaso dos nossos governantes para protegê-la é flagrante. Se os recursos estaduais são insuficientes para manutenção da máquina das polícias Civil e Militar, imagine que o Governo federal destina recursos, mesmo pequenos, para vários setores – educação, habitação, saúde –, e não destina qualquer rubrica para os estados usarem na segurança”, criticou ele.Em aparte, os deputados Antônio Moraes (PSB) e Manoel Ferreira (líder do PPB) alertaram o deputado petista para os efeitos negativos para o turismo que a divulgação dos dados sobre violência poderiam ter. “Muitos outros estados registram números semelhantes ou piores que os nossos e nem por isso alardeiam os fatos mantendo seu fluxo de turistas em alta”, confirmaram os aparteantes.

(Graça Gouveia)