Guilherme Uchôa esclarece desapropriação de imóvel O primeiro-secretário da Assembléia Legislativa, deputado Guilherme Uchôa (PMDB), foi ontem à tribuna da Casa para prestar esclarecimentos sobre as notícias veiculadas pela imprensa em relação à desapropriação do imóvel atualmente ocupado pelo Departamento de Saúde do Legislativo (anexo III).
Segundo o parlamentar, a Assembléia está quite com as suas obrigações, uma vez que o imóvel foi desapropriado por decreto governamental e está sendo depositado na Justiça o valor avaliado por peritos para a casa: R$ 773 mil.
O eixo da polêmica, que está sendo analisada na Vara da Fazenda estadual, é que os proprietários do imóvel Arquidiocese de Olinda e Recife e família do procurador aposentado Luiz Carlos Borges questionam o valor da desapropriação. Eles querem R$ 1,8 milhão pela casa.
Para resolver o impasse, a Justiça já nomeou um perito para avaliar tecnicamente o valor do imóvel. A expectativa do primeiro secretário Guilherme Uchôa é que o assunto seja resolvido no mais breve espaço de tempo.
“Acataremos a decisão da Justiça, mas o valor fixado em R$ 773 mil obedeceu a avaliações realizadas por renomados profissionais da área”, explicou Uchôa.
Segundo ele, o objetivo da desapropriação efetuada na gestão do deputado José Marcos de Lima como governador em exercício foi oferecer alternativa de área para expansão do prédio da Assembléia Legislativa. “Estamos pensando na Casa daqui a uns anos, quando poderá ter nova sede nessa área, deixando o prédio principal restrito a solenidades especiais”, sugeriu Guilherme Uchôa.
A questão jurídica é que a Vara da Fazenda entendeu que o decreto-lei que administra a questão das desapropriações estaria fora do prazo de validade. A procuradoria geral da Assembléia, no entanto, tem outra interpretação para o fato e quer fazer valer o decreto que determina a desapropriação imediata.
Enquanto o assunto não é resolvido, a Casa já depositou na Justiça o valor avaliado pelo mercado, bem como o aluguel de R$ seis mil por mês. (Ana Lúcia Lins)
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