AL debate proteção a animais, e matadouros

Em 19/06/2002 - 00:00
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AL debate proteção a animais, e matadouros A questão da proteção aos animais e uma radiografia sobre a situação dos matadouros públicos no Estado foram temas tratados na Audiência Pública realizada, ontem, na Assembléia Legislativa, na Comissão de Defesa da Cidadania. O debate reforçou a orientação para que, na ausência de uma delegacia especializada em defesa dos animais, os denunciantes procurem qualquer unidade policial e efetuem sua queixa solicitando apuração do caso.

“Faltam informações na polícia para o encaminhamento dessas questões”, observou o presidente da Comissão de Defesa da Cidadania, deputado João Braga (PV), destacando a necessidade de criação de uma campanha educativa para orientar a população.

Nesse sentido, a diretora do Departamento Epidemiológico da Prefeitura do Recife, Tereza Lira, informou que está sendo elaborada uma cartilha para distribuição com a população que possui animais de estimação. “Temos, no Recife, 28 casos confirmados de raiva animal, o que preocupa. Na verdade, parte desses casos vêm da Região Metropolitana, onde podemos dizer que vivemos uma epidemia da doença”, observou, afirmando que se faz necessária uma campanha de vacinação de animais na Região Metropolitana.

Por sua vez, o representante da Associação de Defesa de Animais, Cláudio Arnaud, pediu providências para que as informações sobre os direitos dos animais sejam repassadas às delegacias. “Já fui oito vezes à Delegacia de Boa Viagem e não deram importância à questão”, reclamou.

Representando a Polícia Civil, o delegado Antônio Cavendish garantiu que “todas as delegacias estão aptas a registrar queixas contra os maus tratos aos animais. Aquelas autoridades que se negarem ao ato deverão ser denunciadas à direção da Polícia Civil”. O representante da Vigilância Sanitária, Roberto Coelho, sugeriu que, “diante das denúncias, os delegados peçam parecer à Vigilância Ambiental de sua cidade”.

Matadouros — Uma radiografia sobre a situação difícil dos matadouros em Pernambuco foi traçada pelo médico-veterinário Paulo Forester. Ele informou que uma pesquisa avaliou as condições de 53 matadouros, onde são abatidos 5.092 animais. Apenas oito unidades foram recuperadas e quatro têm inspeção regular.

“A conclusão a que chegamos é de que a população alimenta-se de carne de péssima qualidade. Os matadouros são sub ou superdimensionados, as instalações ociosas, arcaicas e todas anti-higiênicas”, constatou.