Petista acusa líder comunitária de coagir eleitor em favor de José Serra

Em 25/10/2002 - 00:00
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A denúncia de uso da máquina governamental na distribuição de leite, em Brasília Teimosa, visando arregimentar eleitores para a caminhada do candidato José Serra no centro do Recife foi alvo de pronunciamento, ontem, do deputado Paulo Rubem (PT). Ele acusou a líder comunitária Elides Queiroz de “agir como feitora, coagindo as pessoas com pedaços de cartolina para confirmar suas presenças na caminhada do candidato governista”.

Reprovando a vinculação da líder comunitária à Secretaria de Imprensa do Governo do Estado, onde ocupava cargo comissionado, o parlamentar alegou que o fato demonstra a “participação do Estado no uso indevido da máquina”. “O governador Jarbas Vasconcelos precisa explicar se essa foi uma prática em todo o Estado”, provocou, assinalando que espera providências “duras” do Ministério Público.

Em aparte, o deputado Hélio Urquisa (PMDB) classificou a atitude da líder comunitária como “unilateral”. “Não se tratou de determinação de uma autoridade a uma subordinada. É preciso apurar se as denúncias são verdadeiras”, defendeu, justificando que muitas pessoas querem participar espontaneamente da campanha pró-Serra e que ele mesmo comandou um grupo de mil pessoas de Olinda que foram para a caminhada.

Já o deputado Antônio Moraes (PSDB) lembrou que o Programa do Leite é aplicado em todo o Estado e que não foi motivo de nenhuma denúncia durante a campanha estadual. “Querer atribuir o desvio de conduta ao Governo é uma irresponsabilidade”, afirmou.

Por sua vez, o deputado Sérgio Leite (PT) posicionou-se a favor de Paulo Rubem, citando que “as lideranças que servem ao Governo de forma subserviente precisam ser banidas”.