Moraes acha que a falta d’água emperra desenvolvimento da Mata

Em 04/05/2002 - 00:00
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Moraes acha que a falta d’água emperra desenvolvimento da Mata Depois de participar do Fórum JC Discute Pernambuco, realizado em Vicência, organizado pelo Jornal do Commércio e compartilhado pela Assembléia Legislativa, Exatta Empresa de Pesquisas Técnicas e Banco do Nordeste, o deputado Antônio Moraes (PSDB) concluiu ser a escassez de água “o mais cruciante de todos os problemas daquela Região”.

Para ele, a abordagem de algumas questões fundamentais para incrementar o desenvolvimento sócio-econômico da Mata Norte pernambucana depende de água “sempre insuficiente para atender pelo menos razoavelmente às necessidades mais elementares da área”, disse.

Na Região existe a barragem de Carpina, construída para solucionar as ameaças de enchentes na Capital e demais localidades situadas às margens do rio Capibaribe. O manancial tem capacidade de armazenar 270 milhões de metros cúbicos d’água, mas não consegue acumular a tal quantidade.

Por isso, Moraes defende a construção de adutora daquela barragem para a de Jucazinho, e assegura: “teríamos água bastante para abastecer várias cidades”, e adverte que o volume d’água acumulado nas Matas Sul, Norte e Centro totaliza apenas 38 milhões de metros cúbicos, pequeno para a demanda.

O Governo do Estado constrói no momento as barragens do Siriji e de Tiúma, com capacidades de 16 e 6 milhões de metros cúbicos respectivamente. Além disso, uma terceira está sendo erguida pela iniciativa privada (Usina Olho d’Água), com capacidade para armazenar 20 milhões de metros cúbicos.

Outro sério problema da Região, na opinião de Antônio Moraes, refere-se ao desemprego, o que vem sendo provocado pela queda da atividade da agricultura, especialmente exploração da cana-de-açúcar. Diante do quadro, depois de elogiar o Progenol, com benefícios para os setores sucro-alcooleiros e a avicultura, responsável pela geração de 45 mil empregos diretos e indiretos, Moraes destacou a necessidade do Governo do Estado investir mais na Zona da Mata e insistir no ressurgimento do setor açucareiro, “verdadeira vocação da Mata”, que hoje explora atividades paralelas, como floricultura, fruticultura, pecuária de leite, turismo rural, fabricação de móveis e artesanato.