Pereira lembra que a ONU debaterá criança As questões relativas à infância e à adolescência foram levantadas ontem na Assembléia pelo deputado Nelson Pereira (PCdoB). O parlamentar lembrou a realização a partir de hoje em Nova York, da Sessão Especial da Assembléia Geral da ONU que discutirá o assunto. Pereira lembrou dados do relatório da Unicef que apontam uma série de avanços no combate à mortalidade infantil em diversos países na última década.
Mesmo ressaltando as conquistas e o trabalho das organizações não- governamentais em defesa do direito da criança, Nelson Pereira também apresentou estatísticas preocupantes sobre as políticas sociais em países periféricos, como o Brasil. Segundo os dados, ainda existem mais de 100 milhões de crianças mal nutridas e fora das escolas no mundo. O deputado questionou a ação do Estado perante esse tipo de problema em Pernambuco.
“Que política governamental nós temos nesse sentido? Em Pernambuco ainda convivemos com uma mortalidade infantil à beira do limite tolerável. Até para nascer aqui tem sido difícil nos últimos tempos, mediante a flagrante desorganização das maternidades públicas”, falou o comunista. Pereira ainda lamentou os índices de violência praticada contra crianças e adolescentes no Estado.
Educação Outro ponto levantado pelo parlamentar referiu-se às condições da educação pública. Segundo ele, o número de vagas nas escolas foi aumentado sem haver impacto na qualidade do ensino. “Todas as crianças e adolescentes deveriam estudar em escolas públicas de qualidade e em tempo integral, se essa fosse a prioridade do governo. No entanto, a educação privada progride pela ausência de uma política educacional ampla, criando mais uma oportunidade para o apartaid social”, afirmou Pereira.
Para ele “Pernambuco não tem uma política clara de combate à miséria. “A grande maioria das nossas crianças estão presas na armadilha da pobreza, que os deteriora física, emocional e intelectualmente, infligindo-os um sofrimento para toda uma vida, cujo legado se estenderá a futuras gerações”, completou o deputado. Pereira sugeriu que o Estado utilizasse os recursos das privatizações na educação do povo para, segundo ele, criar uma outra face na sociedade, refletindo justiça social e solidariedade.
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