Deputados cobram direitos de jornalistas

Em 20/11/2002 - 00:00
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A postura dos empresários de comunicação do Estado foi questionada, ontem, na Assembléia Legislativa, pelo deputado Sérgio Leite (PT). O parlamentar cobrou delas coerência na defesa da democracia e dos direitos sociais dos trabalhadores do setor, que estão em campanha salarial. Representantes dos jornalistas, radialistas e gráficos compareceram à reunião plenária.

Leite argumentou que os jornais, rádios e emissoras de televisão geralmente abrem espaço para diversos segmentos da sociedade, apontam falhas de órgãos públicos e privados, bem como são sensíveis às causas de servidores públicos e de outras categorias de trabalhadores. Nesse aspecto, ajudam a informar a sociedade, ampliar o debate público, favorecendo o fortalecimento do regime democrático e o exercício do direito de cidadania.

O deputado José Queiroz (PDT), em aparte, ressaltou que o tema em debate era exemplo da posição da Assembléia como expressão das reivindicações dos trabalhadores. O parlamentar lamentou, também, que os dirigentes das empresas de comunicação não atendam às reivindicações dos seus trabalhadores, que têm um papel de vanguarda como agentes da notícia e formadores de opinião.

Gilberto Marques Paulo (PSDB), também em aparte, observou que os argumentos e as queixas não seriam objeto de notícia nos veículos de comunicação. Adiantou que tem sido aliado constante do deputado Sérgio Leite na defesa dos servidores públicos e do setor privado. Nesse sentido, lembrou que os empresários de comunicação devem deixar “a posição de intransigência, negociar e atender às reivindicações da categoria”.

O líder do PT, deputado Paulo Rubem, criticou a “postura autoritária e centralizadora dos empresários de comunicação”. Ele ressaltou que a censura imposta relativa à campanha salarial dos profissionais é vencida com o debate na Assembléia, “pois não há censura na TV do Legislativo nem no Diário Oficial”. “Por meio deles, a opinião pública ficará sabendo da posição dos empresários e das reivindicações legítimas dos trabalhadores”.

Sérgio Leite, ao finalizar o pronunciamento, voltou a insistir na mudança de postura dos patrões, que se limitam a oferecer um aumento variando entre 4 e 5%, descontadas as antecipações dadas. “As perdas salariais, de 16,49%, não seriam levadas em consideração, afora o fato de que o percentual de 4% não seria praticado por algumas empresas.” Ele exigiu respeito à democracia e aos direitos dos trabalhadores, recebendo a solidariedade do deputado André Campos (PTB).