Rubem e Pereira são contrários à Alça O líder do PT, deputado Paulo Rubem, protestou ontem contra as tentativas do Estados Unidos de impor aos países da América do Sul à Associação Latina Americana de Comércio (Alca) e tornar inviável a consolidação do Mercosul. Ele condenou os que, no Brasil, aceitam tal imposição, que irá beneficiar o grande capital dos EUA em detrimento dos interesses dos latinos no Cone Sul.
Rubem lamentou a conduta de setores do Governo e empresarial que não reagem diante de George Bush, empenhado na estratégia de dominar a economia do Brasil e dos países do Mercosul, pois a pretensão é garantir uma “via de mão única”.
Ele adiantou que a proposta americana de livre comércio na verdade é uma armadilha para dominar a economia e comprometer a soberania dos países da área.
“Essa política – lembrou – já causou prejuízos ao México, com o Nafta, e terá efeitos negativos no Brasil e na América do Sul, beneficiando apenas as grandes corporações norte-americanas”.
Paulo Rubem acentuou que as entidades sindicais, as organizações não- governamentais e os movimentos dos sem terra e sem teto, vão multiplicar os protestos contra a imposição americana. “Ela objetiva, na prática, desmontar as empresas nacionais dos países visados, de forma a ampliar a quebradeira, a orgia financeira, em proveito de grupos econômicos”, disse.
Nelson Pereira A manifestação também recebeu apoio do deputado Nelson Pereira (PC do B). Na opinião do deputado, o interesse dos que defendem a ALCA é ter o domínio global da economia mundial, o que prejudicaria regiões menos favorecidas, como o Nordeste do Brasil. “Quero me solidarizar com todos os trabalhadores do País que defendem a soberania nacional”, disse o deputado.
Pereira criticou a atuação da Polícia Militar, na manhã de ontem, durante desocupação de um grupo de trabalhadores, que estava acampado em Caruaru, numa área, segundo o deputado, improdutiva. “Essa Casa tem que ter coragem de colocar claramente a sua posição em relação a esses assuntos, porque nós queremos a soberania do País, mas queremos também a soberania do povo”, defendeu o parlamentar.
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