A ausência, “de comemorações dignas” pela passagem dos 100 anos do nascimento do maestro Nelson Ferreira foi duramente criticada, ontem, pelo presidente da Comissão de Educação e Cultura, deputado Gilberto Marques Paulo (PSDB). “Se vivo fosse, o meu amigo Nelson estaria fazendo um centenário de vida utilíssima dedicada à luta pelas artes e à cultura”, destacou, recordando que na companhia dos maestros Cussy de Almeida e Henrique Eannes participou de vários encontros musicais na casa de Ferreira.
O parlamentar lembrou que foi procurado pelo pesquisador e radialista Hugo Martins com o objetivo de tentar viabilizar justas homenagens ao músico que fez história no carnaval de Pernambuco. Ele afirmou que entrou em contato com órgãos públicos, mas não teve a acolhida necessária. “Deveríamos estar fazendo festa. Se ele fosse baiano, talvez, já tivesse ultrapassado as fronteiras do Brasil. Pernambuco não soube corresponder ao grande nome Nelson Ferreira, autor de frevos memoráveis como Gostosão, Gostosinho, Evocação nº 1 e nº 2, Come e Dorme (Náutico) e Cazá, Cazá (Sport)”, ressaltou o deputado tucano.
Apesar de considerar o termo desgastado, Marques Paulo propôs que a Assembléia Legislativa resgate a obra de Nelson Ferreira, para que os 100 anos dele não sejam comemorados apenas com um discurso do “deputado-amigo”. “Já que Pernambuco não soube homenagear, que esta Casa não se omita”, completou o presidente da Comissão de Educação e Cultura, acrescentando que nunca viu “um artista com tanta facilidade para ler e compor música”.
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