AL debate regulamentação do transporte alternativo na RMR

Em 08/06/2002 - 00:00
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AL debate regulamentação do transporte alternativo na RMR A necessidade de regulamentação do transporte alternativo na Região Metropolitana foi o tema de Audiência Pública realizada na quinta-feira (06) pela Comissão de Defesa da Cidadania. Representantes do Poder Público e da Associação dos Kombeiros e dos Transportes Alternativos revezaram-se em posicionamentos sobre o tema.

O presidente da Comissão, deputado João Braga (PV), reafirmou que o problema de transporte na região é “explosivo e degradante”. Autor do requerimento para realização do evento, o deputado Sérgio Leite (PT), por sua vez, sugeriu uma agenda de reuniões com técnicos para apresentação de propostas. “Estamos preocupados também com aqueles profissionais que ficarão de fora das regulamentações municipais e intermunicipais”, comentou.

Esse aspecto também foi salientado pelo deputado Israel Guerra (PSDB), que cobrou do sistema convencional de transportes a informação sobre o destino dos profissionais excedentes da regulamentação dos alternativos. “Precisamos de uma posição realista e séria”, afirmou.

Representando os trabalhadores, José Neto da Costa, da Associação dos Transportes Alternativos e dos Trabalhadores da Categoria, afirmou que o setor atende diariamente 1,7 milhão de pessoas, com aproximadamente sete mil veículos.

“Estamos padronizando carros, motoristas e cobradores”, comentou, por sua vez, o presidente do Sindikombi, Amaury Soares, ressaltando que “um dos maiores problemas enfrentados pelos kombeiros são alguns policiais que estorquem os condutores”.

Segundo o presidente da EMTU, Alexandre Castro e Silva, no ano passado aconteceram 3.400 acidentes envolvendo veículos de transporte alternativo, resultando em 14 mortos. “Fizemos 8.548 abordagens, com 2.151 autuações e apreensão de 283 veículos, incluindo 21 ônibus clandestinos”, relatou.

Segundo ele, o objetivo do órgão é promover a regulamentação do transporte alternativo no âmbito municipal. A proposta de fiscalização e regulamentação foi apresentada em junho do ano passado, na reunião do Conderm.