O deputado Guilherme Uchôa (PDT) destacou, ontem, na Assembléia Legislativa, a reinauguração do Teatro de Santa Isabel, numa grande festa com a Orquestra Sinfônica do Recife, depois de sete anos fechado. “O próprio Joaquim Nabuco, patrono da Casa Legislativa, utilizou o teatro, entre 1883 e 1888, como palco para as idéias abolicionistas, além de cenário para grandes peças e concertos, em 1869”, diz Uchôa.
Nomes da música erudita e clássica como Carlos Gomes, George Bizet, George Gershwin tiveram trechos de suas óperas executados sob a regência do maestro Osman Gioia. Foram convidados especiais a soprano Viza Tank, o tenor Lenine Santos, a mezzo soprano Malu Mestrinho e o barítono Francisco Frias para fazer parte da festa.
O parlamentar contou, ainda, a história do local, relembrando sua importância.
“Tombado Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 1949, o Teatro Santa Izabel foi construído pelo engenheiro francês Louis Léger Vauthier, em 18 de maio de 1850”, disse Uchôa. Mais tarde, em 1876, o Santa Isabel foi reconstruído pelo engenheiro Vito Fournier, em consequência de um incêndio no ano de 1869. O local teve outros nomes antes de ser chamado de Santa Isabel.
Primeiro foi batizado de Theatro de Pernambuco e depois, informalmente, Theatro Público.
“Ao longo das suas reformas, o Santa Isabel já recebeu instalações modernas, com a implantação de um sistema de ar refrigerado, mesa de som e luz computadorizada e bilheterias informatizadas”, conclui Uchôa.
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