O líder da Oposição, deputado José Queiroz, lamentou, ontem, na Assembléia Legislativa, o comportamento dos que fizeram a campanha do líder do Governo, deputado Roberto Liberato, pois mentiram, caluniaram, usaram as obras da BR-232, para motivar o povo contra sua eleição. Ele acusou os partidários de Liberato de tentar “desestabilizar sua candidatura com mensagens, falsas, suspeitas serem da responsabilidade de uma mesma fonte”.
Queiroz argumentou que os seus adversários, ligados à situação, esqueceram de convencer o povo de uma mensagem sadia, de forma que o resultado foi o que todos conhecem: teve quase três vezes mais votos que Roberto Liberato, que se ancorou na BR-232 e no Governo, “ao invés de fundamentar-se na mensagem da verdade”.
O líder oposicionista classificou a atitude como “expressão de gestos sórdidos, fraqueza e atitudes incompatíveis, que afetam o caráter, gerando deformações”.
Lembrou a necessidade de “se levar em conta que a razão da vida não é um mandato parlamentar e que a convivência marcada pela sinceridade e lealdade engrandece o ser humano, de forma que não guardo mágoa, rancor e não pretendo que do episódio fiquem seqüelas”.
José Queiroz estranhou que, na vida parlamentar, a costumeira emoção, gerada pelo embate, possa levar a equívocos de comportamento e ressaltou a boa convivência que teve com José Liberato, pai de Roberto Liberato. Assegurou que apoiou Roberto Liberato quando era prefeito de Caruaru e recebeu dele e dos irmãos demonstrações de apreço, mas na última campanha os fatos indicam que as relações “foram abaladas por distorções e excessos”, concluiu.
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