Gilberto cobra posição mais firme O presidente da Comissão de Educação, deputado Gilberto Marques Paulo (PSDB) cobrou ontem uma posição firme do Poder Público do Recife e de Pernambuco sobre o transporte alternativo de passageiros. O parlamentar afirmou que fala-se muito e age-se pouco para resolver o problema. “O que está havendo é falta de coragem decisória, falta vontade”, destacou Marques Paulo, assumindo posição contrária à regulamentação da atividade.
Depois de lembrar que foi prefeito do Recife e que teve que tomar decisões que não agradaram a todos, mas eram necessárias, o parlamentar criticou o uso político da questão. “Na hora da decisão tem que ser, tem que decidir. Então, não tem sentido esta história de transporte alternativo servir de palanque para um lado ou para o outro e ninguém tem a coragem, é o mínimo que está faltando coragem para decidir, tanto no Estado, como no município. Há alguma coisa de errado. Existe interesses que não estão muito às claras, há alguma coisa de errado. Sou visceralmente contrário e gosto muito de assumir as minhas posições a este transporte badernado que coloca em risco os motoristas e as pessoas. O trânsito está um inferno, um verdadeiro caos”, disse Marques Paulo.
O deputado tucano requereu a inserção nos anais da Casa, de uma matéria publicada no Jornal do Commercio, da última quinta-feira, onde o jornalista Paulo Sérgio Scarpa, analisa o problema no mesmo sentido que ele “mutates mutantes”, guardadas as proporções, no nível jornalístico.
Marques Paulo recordou também que a Assembléia, através da Escola do Legislativo, realizou um seminário sobre violência, que teve como palestrante o professor dos EUA, Kreutzen Garmam, um dos maiores especialistas no assunto no mundo. Agradeceu a presença de vários deputados no evento e disse que muitas vezes fala-se muito do Governo “que faz e não faz, que falta condições materiais, mas não se procura penetrar na médula, no âmago de uma questão tão fundamental”. Ele lamentou a ausência de representantes do Poder Judiciário e do Ministério Público para discutir uma questão “tão candente como é o problema da violência no Brasil e no mundo”.
O parlamentar tucano, que é presidente da Comissão Especial do Código de Ética e da Reforma do Regimento Interno afirmou que as duas matérias deverão ser votadas até o fim deste semestre ou no final do ano. Sobre a conclusão do Código, Marques Paulo afirmou: “Nós (ele e Augusto Coutinho, relator da proposta) estamos realizados parcialmente pelo fato de termos cumprido nosso munus num assunto que hoje ele é fundamental para todas as instituições que se prezam, entre as quais, inelutavelmente nós temos que incluir nossa Assembléia Legislativa”. O deputado informou que o relator do RI, Ranilson Ramos está com o material analisado, já convocou a procuradoria, e a Comissão vai definir um cronograma para finalizar o debate da matéria.
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