Déficit habitacional é debatido em Comissão O déficit habitacional e questões como o sorteio de 160 casas para 115 mil inscritos na Emhape foram alguns dos assuntos debatidos ontem durante audiência pública da Comissão de Defesa da Cidadania. O presidente da empresa, Marcos Túlio, respondeu a uma série de questionamentos formulados por deputados e representantes de entidades.
“Há uma frustração inevitável com o sorteio dos imóveis porque houve um número muito amplo de inscrições para poucas casas disponíveis. A lista de interessados deveria ser mantida pelo Governo para sorteios de outros conjuntos habitacionais”, comentou o presidente da Comissão de Cidadania, deputado João Braga (PV). Ele avaliou positivamente a audiência pública, afirmando que o presidente da Emhape respondeu a questões relacionadas aos kits habitacionais, legalização de posse de terra, liquidação de contratos, entre outros itens.
Outro ponto observado pelo deputado é a definição de que a Emhape vai firmar os contratos de financiamento com os sorteados para as 160 casas, já que muitos deles não têm renda suficiente para assinatura de contratos com a Caixa Econômica Federal.
Ao ser questionado sobre a realização do sorteio das casas, o presidente Marcos Túlio disse que o critério foi o “mais justo possível”. “Demos todas as oportunidades para que as pessoas tivessem acesso às casas”, garantiu.
A audiência pública serviu como fórum para que ele explicasse uma série de questões referentes à desapropriação do Terras de Ninguém, regularização de escrituras em conjuntos habitacionais, preço de registro de imóveis e liquidação de contratos com a antiga Cohab.
Além disso, o presidente da Emhape informou que o déficit habitacional em Pernambuco está na casa das 350 mil unidades. Em relação ao Programa Morada Nova, disse que oito mil unidades foram entregues e mais seis mil estão em construção.
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