Medidas para presídios geram polêmica na AL

Em 22/11/2002 - 00:00
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O líder da Oposição, deputado José Queiroz (PDT), questionou, ontem, os planos do Governo do Estado, que pretende realizar seleção para contratação temporária de duas mil pessoas para compor a Guarda Especial, sendo mil para segurança dos presídios. “O Governo vem com medidas paliativas que não resolvem absolutamente nada, são sem consistência, pois não propõem concurso público e fazem as mesmas exigências de treinamento para Polícia Militar a profissionais que ficarão por apenas dois anos”, criticou.

O parlamentar lembrou que a administração do governador Jarbas Vasconcelos (PMDB), desde o início, em 1999, tomou várias decisões de reforma administrativa, justificadas para que a gestão tivesse a visão dele. “O problema é que depois surgiram novas propostas, como os contratos temporários, que representam um retrocesso na vida do servidor e um atraso administrativo”, afirmou.

No mesmo sentido, José Queiroz criticou o excesso de professores na mesma condição de vínculo com a administração pública. “É inconcebível que, com um quadro educacional comprometido, tenhamos mais de 12 mil professores com contratos temporários, sem estímulo para trabalhar e sem as condições adequadas”, concluiu.

Medidas— O líder do PSDB, deputado Antônio Moraes, questionou os argumentos do líder oposicionista, que apontou falhas no sistema penitenciário. Moraes sustentou que o Governo Jarbas vem investindo no setor e Pernambuco tem hoje uma situação mellhor do que o Rio, Minas Gerais e outros Estados ricos.

O parlamentar tucano considerou injustas as alegações de José Queiroz sobre a existência de “depósitos de presos”, de falta de pessoal especializado e de construção de novas unidades no Estado. Ele assegurou que o Governo está adotando as medidas adequadas, pois construiu presídios em Limoeiro, Petrolina e está construindo outros em Igarassu e Garanhuns e reformando as unidades de Salgueiro e Arcoverde.

O parlamentar esclareceu que o Governo Jarbas Vasconcelos já chamou todos os aprovados no concurso de agente penitenciário e que os salários do pessoal do setor, a partir de R$ 350, devem ter reajuste no próximo período. Além disso, “há empenho do Governo para realizar concurso público e ampliar o quadro de agentes, pois compete a esse pessoal especializado a tarefa de cuidar do sistema penitenciário”.