Ao mesmo tempo em que registrava com alegria a recuperação do Ginásio Pernambucano, paralisado durante dois anos para reforma geral, o deputado Jorge Gomes (PSB) alertou para o que considera “um perigo sob o manto de intenções sutis”: futura privatização da tradicional unidade de ensino.
Exibindo jornais recifenses, ele protestou contra o projeto neoliberal “que tem olhos grandes na privatização dos sistemas de saúde e educação” e, por isso, advertiu, referindo-se ao apoio de empresas ao Governo do Estado, como no caso do Ginásio Pernambucano, que “certas parcerias podem ser perigosas”.
Jorge Gomes citou notícias dos jornais locais sobre a solenidade inaugural do GP, assinalando que o secretário Francisco de Assis, da Educação, não discursou, cabendo a Marcos Magalhães, presidente da Phillips, anunciar mudanças na gestão do ensino no tradicional educandário.
Gomes também fez restrições à Organização da Sociedade Civil de Interesse Público -Oscip, instituída, segundo se propala, para inovar em conteúdo, método e gestão integrada com a família e a comunidade no Ginásio Pernambucano.
O deputado socialista vê nesses fatos “medidas esdrúxulas”, rejeitando o sistema anunciado de alunos e até professores concursados, serem submetidos a provas de seleção. Para ele, “a Oscip é o embrião das privatizações que virão no futuro”. E conclui: “Isso cheira a arrumação que não atende aos interesses reais do Estado, com intenções muitas vezes equivocadas. É preciso verificarmos o que está engendrado por trás dessas pretendidas reformas, projetadas sem discussão maior com a comunidade escolar”.
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