Assembléia discute melhor forma de preservação do meio ambiente A Assembléia Legislativa examinou, ontem, em sessão especial, os diversos aspectos da situação do meio ambiente em Pernambuco, bem como as medidas visando preservar os recursos ambientais. O debate contou com a participação de membros da Comissão do Meio Ambiente da Assembléia e integrantes de órgãos públicos e privados que cuidam da defesa e preservação ambiental.
Durante a reunião, o deputado Bruno Rodrigues, presidente da Comissão e autor da proposta esclareceu que, com o ato, a Assembléia estava festejando a Semana do Meio Ambiente e dando testemunho de sua ação para ajudar no combate à devastação dos recursos naturais. Adiantou que nesse sentido o Legislativo estava fazendo entrega dos prêmios do concurso “Gestão dos Recursos Hídricos no Semi-Árido Pernambucano”.
Bruno Rodrigues afirmou que a sessão especial tinha o objetivo de debater os efeitos dos agrotóxicos na saúde do trabalhador, com ênfase na questão da destinação final das embalagens de agrotóxicos. “Nessa questão – afirmou – a Assembléia tem o apoio do Ministério Público Federal, do Ministério Público do Estado e do Ministério do Trabalho e Emprego”.
A líder do Governo, deputada Teresa Duere, ressaltou a importância do encontro e a necessidade de colocar na agenda política do Estado a mobilização para combater os efeitos da agressão ao meio ambiente. Lembrou que há muito tempo vem “avançando a desertificação em Pernambuco, sem que haja providências do setor público e de segmentos da comunidade”.
“Além da falta de agenda política, não se tem – adiantou Duere – condições para levar ao homem do campo o conhecimento e as informações sobre a preservação”.
Há necessidade de esforço nesse sentido e citou o exemplo de Fernando de Noronha, onde os ilhéus estão discutindo a questão do turismo e fixando posição sobre os riscos de grandes empreendimentos na ilha.
Teresa Duere lembrou ainda a questão dos agrotóxicos, que vem causando danos à saúde das mulheres, prejudicando a fertilidade e o aleitamento, enquanto o deputado Antônio Moraes (PSDB) alertava para o avanço da destruição da Mata Atlântica, num ritmo que pode acabar com as reservas restantes em menos de cinco anos.
Antônio Moraes alertou que a região de Xixá, que tinha 800 hectares, agora só restam pouco mais de 300 hectares, e que na Usina Aliança, na área destinada a assentamentos, houve destruição de parcelas da mata, fato que só agora vem sendo contornado. Em São Vicente de Ferrer, numa área de 500 hectares, que dispõe inclusive de fontes de água mineral, a situação é de risco, pois há ameaça de agressão ao meio ambiente.
Foram distribuídos prêmios Gestão de Recursos Humanos do Semi-Árido Pernambucano para Sérgio Mafioletti, Paula Andrade e Otávio Calumbi
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