Telemar vai explicar serviço ruim A Telemar terá que enviar, nos próximos dias, uma cópia do contrato de concessão de serviços, acordado entre a empresa e a Anatel, para ser analisado pelos membros da Comissão Especial que apura as denúncias contra a qualidade dos serviços prestados pela telefônica. Esta foi uma das decisões tomadas ontem, durante audiência pública da Comissão. Depois de ouvir representantes de vários órgãos ligados ao assunto, foi a vez dos deputados ouvirem as explicações da própria Telemar. Considerando o grau de insatisfação, por parte dos parlamentares, as explicações soaram pouco convincentes.
Dentre os principais questionamentos apresentados pelo presidente da Comissão, deputado Antônio Moraes (PSDB), e pelo vice-presidente, deputado Carlos Lapa (PSB), estão o uso indevido das linhas, a não instalação dos postos personalizados de atendimento, como prevê o contrato de privatização da empresa; e o cancelamento de linhas, mesmo após negociação e pagamento das contas.
O deputado Carlos Lapa destacou a importância da atuação do Ministério Público (MP), a fim de ajustar a conduta da empresa. “Se não houvesse insatisfação, o número de reclamações recebidas pelo Procon/PE não teria aumentado de 19, antes da privatização, para mais de 4 mil, agora”, alegou. O presidente da Comissão se colocou favorável às privatizações e justificou sua postura citando o exemplo da Celpe. “A Celpe também foi privatizada e, no entanto, mantém 150 postos de atendimento personalizado. O importante é cumprir o contrato firmado no momento da privatização e garantir a qualidade dos serviços prestados”, acrescentou.
Segundo o gerente jurídico da Telemar, Adriano Batista, não há a necessidade de instalar postos personalizados. “A empresa disponibiliza um serviço de call center, o atendimento via internet e a prestação do serviço, numa rede de farmácias”, tentou justificar, sendo corrigido pelo representante do MP, Solon da Silva Filho. De acordo com o promotor, toda localidade deverá ser dotada de posto de atendimento pessoal. “Inclusive, gostaria de informar que, há 20 dias, foi dada entrada numa ação civil pública, solicitando a instalação dos postos personalizados”, concluiu.
De acordo com o deputado Antônio Moraes, o próximo passo da Comissão será enviar todas as perguntas que ficaram sem resposta à Telemar. Depois disso, os parlamentares vão elaborar a minuta do relatório e discuti-la com representantes de todos os órgãos ligados ao assunto, antes de concluir os trabalhos.
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