A questão nordestina exige tratamento prioritário do Governo Federal e reclama medidas efetivas para enfrentar a estiagem e promover o desenvolvimento integrado da região. Nesse sentido, o líder da Oposição, deputado José Queiroz (PDT), defendeu, ontem, na Assembléia Legislativa, o Projeto de Transposição do Rio São Francisco, que considera “obra capaz de combater os efeitos da seca”.
Queiroz esclareceu que as ações do Governo Federal e dos Estados persistem em soluções emergenciais, “tentativas de contornar os reflexos do fenômeno, sem atacar de forma ousada e decisiva as suas causas e consequências”. Ele lamentou que as iniciativas públicas, desde o Império, não tenham sido positivas, capazes de evitar a fome, o sofrimento, as doenças, “nem tampouco contribuído para tornar a economia regional resistente às secas”.
O parlamentar oposicionista esclareceu que já é hora de buscar uma solução de impacto, de grande significado, “pois a região não suporta mais conviver com promessas, medidas paliativas e ineficazes”. José Queiroz adiantou que não importa, no seu entender, que o Governo Federal seja deste ou daquele partido.
Ele agora permanecerá cobrando do Governo Luíz Inácio Lula da Silva a execução do projeto de transposição.
O deputado Antônio Moraes (PSDB), em aparte, admitiu que a região tem de encontrar meios de captar água, citando, como exemplo, a perenização dos rios, perfuração de poços, uso de dessalinizadores. Ele ressaltou que nas Regiões da Mata e Agreste já houve avanços e há necessidade de ampliar o esforço para aumentar os recursos hídricos.
O líder do PMDB, deputado Hélio Urquisa, também expressou solidariedade a Queiroz e sustentou, citando Robert Kennedy, que “não pode haver pleno desenvolvimento com distorções regionais”. Augusto César (PSDB), também em aparte, destacou ações como a Barragem de Jucazinho, Adutora do Oeste e a Adutora do Pajeú, “mas há necessidade de buscar uma solução definitiva, que pode surgir com decisão do novo Governo”.
José Queiroz afirmou que continuará defendendo na Assembléia a execução do Projeto Águas de Pernambuco e defendendo e a transposição das águas do Rio São Francisco, beneficiando as áreas mais atingidas pelas secas. Ele questionou as dúvidas sobre o projeto, argumentando que é possível preservar o meio ambiente às margens do “Velho Chico”, transpor as águas, articular com o Rio Tocantins, com vantagens para a região e a integração nacional.
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