Destino do lixo hospitalar é debatido na Comissão de Cidadania da AL Ausência de uma política nacional de conscientização para tratamento do lixo hospitalar, falta de uma fiscalização dos resíduos sólidos no sistema de saúde do interior e inexistência de uma metodologia oficial na separação do mesmo.
Esses foram alguns dos problemas discutidos na audiência pública realizada ontem, pela Comissão de Defesa de Cidadania.
O presidente da Associação dos Profissionais de Controle de Infecção Hospitalar no Estado de Pernambuco, George Trigueiro, falou que os hospitais não utilizam critérios para saber o que é ou não lixo. “É preciso que essa separação seja feita principalmente com os materiais perfuro cortantes, mas isso só poderia ser realizado se houvesse uma conscientização por parte dos profissionais de saúde”, avaliou.
A Companhia Pernambucana de Recursos Hídricos – CPRH, responsável pelo cumprimento específico da lei ambiental, disse que a mesma não tem condições de atender a demanda das fiscalizações. “Acho que a Vigilância Sanitária estadual poderia ajudar nessas vistorias, principalmente no interior”, afirmou o diretor de controle ambiental do órgão, Geraldo Miranda.
Sobre os trabalhos que são realizados nos municípios, o representante da vigilância sanitária de Pernambuco, Roberto Coelho relatou que ao chegar nas pequenas clínicas verifica se as mesmas têm licença ambiental de funcionamento e se atendem aos requisitos da legislação. “Distribuímos panfletos educativos com orientações”, acrescentou.
O gerenciamento do lixo é feito pela Emlurb. E para a representante do órgão, Diana Cavalcanti “todo hospital deveria ter um plano de gerenciamento, já que o nosso é tão criticado”. Relatando ainda, um fato que aconteceu no Hospital Getúlio Vargas, onde a coleta dos resíduos foi suspensa após acontecerem acidentes com três funcionários, pelo fato da instituição não ter se adequado às regras da Emlurb. “Suspendemos a coleta nesse hospital, e atualmente ela está sendo feita pela Serquipe causando mais ônus financeiros”, completou.
A única empresa privada que coleta, separa e analisa o lixo hospitalar no estado é a Serquipe, que faz o seu trabalho com o lixo que é cedido pelo hospital. “Quem diz o que vai ou não para a coleta é o cliente, por isso a Serquipe nunca foi no hospital dizer que o lixo está contaminado, esse trabalho de separação deveria ser realizado por eles”, justificou o representante da empresa, Alexandre Menelau.
Para o presidente da Comissão, deputado João Braga (PV) a reunião foi “interessante e com um nível muito elevado”. Propôs ainda a realização de um fórum. “Poderemos convocar representantes da Comissão de Controle da Infecção Hospitalar para discutir esses e outros assuntos sobre o problema do lixo hospitalar”. Assim propôs o parlamentar que marcou o evento para o dia 15 de maio, em comemoração ao Dia Nacional ao Controle de Infecção Hospitalar.
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