Pereira protesta contra a onda de desemprego O Dia do Trabalhador, comemorado hoje, foi tema do pronunciamento do deputado Nélson Pereira (PC do B), feito na tarde de ontem, em tom de protesto. De acordo com o deputado, “a triste realidade das estatísticas que apontam o alto índice de subemprego e desemprego impedem que a data seja motivo de alegria”.
Pereira disse ainda que a atual realidade é um reflexo da crise econômica que impõe redução de salários e demonstra o desajuste sócio-econômico brasileiro.
“Enquanto isso, alguns brasileiros anunciam, com muito orgulho, que o Brasil é a sétima economia mundial. Entretanto, esse fato deixa de ser orgulho para nós quando se vê que o desenvolvimento econômico nos últimos quarenta anos não foi acompanhado pelo desenvolvimento social, ou seja, pela melhoria das condições de vida de grande parte da população”, acrescentou o deputado.
Segundo o parlamentar, as recentes transformações que têm impactado o mundo do trabalho têm tornado as condições de vida ainda mais dramáticas, pois além do crescimento do desemprego, são exigidas cada vez mais qualificações. “Isso representa um grande desafio aos trabalhadores, sobretudo àqueles que vivem em países como o nosso, que não tiveram a oportunidade de serem bem educados e mais qualificados”, justificou.
Universidade Nélson Pereira também defendeu a interiorização da Universidade de Pernambuco, durante pronunciamento. Para o parlamentar, apesar do atual Governo estar bem próximo ao final do mandato, não mostra clareza quanto ao aproveitamento dos recursos da UPE e há uma carência de apoio e investimentos para o projeto de interiorização da Universidade. “Pernambuco não pode se dar ao luxo de negligenciar a Universidade como fator de desenvolvimento estratégico do Estado”, disse Pereira.
O deputado disse ainda que, apesar de ser uma Universidade jovem, com apenas 10 anos, a UPE merece crédito por ter se consolidado como instituição de ensino, pesquisa e extensão, e estar permanentemente empenhada na busca de recursos externos, estabelecendo convênios, inclusive com universidades estrangeiras.
“Embora a Universidade de Pernambuco venha contribuindo de forma efetiva para o desenvolvimento do Estado, ou seja, cumprindo o seu papel social como instituição de formação educacional, não tem recebido por parte do Governo do Estado o respeito esperado e merecido”, concluiu.
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