Candidato Serra divide opiniões O deputado Pedro Eurico (PSDB) voltou a abordar ontem as perspectivas de viabilização da candidatura do ex-ministro José Serra, pois “se trata de uma pretensão limpa, honrada, que define um novo rumo e um novo tempo”. Ele criticou as tentativas de chantagem, de pressão indevida, que visam tão somente desmotivar as forças que têm condições de tornar vitoriosa a campanha de Serra e o projeto da social democracia.
Pedro Eurico assegurou que a sociedade brasileira não vai aceitar as manobras dos inimigos de José Serra, dos aliados de Roseana Sarney, governadora do Maranhão, que tentam a desistência do candidato do PSDB. Alertou que o seu partido tem um candidato que surgiu para ficar e que, ao contrário de outros, não está mergulhado em águas turvas, revoltas.
Os deputados Augusto César, Antônio Moraes e João Braga também defenderam a candidatura de Serra e concordaram com as previsões de Eurico. Eles admitem que o candidato tem condições de ser vitorioso no pleito, representa a melhor opção para a nação, de forma que não há razão para temores ou recuos.
O líder do PSB, Carlos Lapa, e o líder da Oposição, José Queiroz, sustentaram em aparte que não pode haver muita segurança da candidatura de Serra, pois a insistência em reafirmar o fato é sinal de que existe alguma coisa no ar.
Carlos Lapa, inclusive, acusou Pedro Eurico de sofismar, de tentar vender a candidatura Serra como essencial à exigência de governabilidade. Em seguida lamentou a comparação do PSDB com o PSB, pois o partido socialista nada tem a ver com o empobrecimento e a insegurança em que vive o país.
José Queiroz também estranhou que os defensores de Serra estejam clamando pela aliança com um partido que acusam de cometer crime eleitoral, como é o caso dos recursos em poder de Jorge Murad, que seriam para a campanha de Roseana Sarney.
O deputado José Marcos de Lima (PFL), também em aparte, estranhou o entusiasmo de Eurico e admitiu que o espírito de Dom Hélder devia estar pasmo diante da defesa da candidatura do Governo.
José Marcos acrescentou que o PFL sempre esteve fiel e firme ao lado do Governo, enquanto o PSDB ficou em cima do muro, e sustentou que Dom Hélder excomungaria a candidatura de Serra por causa da dengue. Pedro Eurico, ao finalizar, lembrou que Dom Hélder fez parte da juventude integralista e depois formou ao lado da esquerda, da democracia, e que na sua atuação mantém fidelidade aos seus ensinamentos, em defesa de uma sociedade democrática.
Em seguida, o líder do PFL, deputado Augusto Coutinho, protestou contra a forma usada por Eurico para debater a crise política, instalada após a investida da Polícia Federal à Lunus, empresa de Roseana Sarney e do seu marido. “Concordo com José Marcos, não entendi o discurso de Pedro Eurico, não sei a mando de quem ele está agindo”, afirmou. Coutinho concluiu afirmando que “sempre busca a convergência de forma harmônica em nível estadual e nacional”, e lembrou que, “o momento é de conciliação”.
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