Atendendo à sugestão da deputada Teresa Leitão (PT), a Comissão de Educação e Cultura recebeu, ontem, representantes do Conselho e da Secretaria Estadual de Educação para um debate sobre os problemas gerados pelos projetos de criação de novas disciplinas na grade curricular de ensino. Depois de quase duas horas de discussões, os parlamentares foram convencidos de que esses tipos de matérias trazem sérias dificuldades na organização do horário escolar e por falta de professores especializados.
A diretora da Secretaria de Educação Lúcia Brauner lembrou que a criação de novas disciplinas entra em conflito com as normas curriculares. Ela defendeu a contextualização dos novos conteúdos, como o combate às drogas e a defesa do meio ambiente, através dos chamados temas transversais, inseridos na grade de disciplinas já existente. Outra tese destacada por ela foi a interdisciplinariedade, que contempla a análise de temas em matérias do mesmo período .
Representando o conselho, os professores Armando Reis e Lucilo Ávila endossaram as palavras de Brauner e acrescentaram que outra hipótese para inclusão de novos conteúdos é na parte diversificada dos currículos prevista para contemplar os aspectos da cultura regional, de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases (LDB).
O presidente da Comissão, Raul Henry (PMDB), considerou proveitoso o debate e citou como exemplo prático o anúncio, pelo deputado Roberto Liberato (PFL), da mudança do parecer ao projeto de Nelson Pereira (PCdoB), que deseja criar a disciplina Cooperativismo. A comissão vai enviar um relatório com os resultados dos debates e um documento do conselho para todos os deputados.
Outra proposta aprovada, ontem, prevê uma reunião com o deputado Augusto César (PSDB) para convencê-lo da necessidade de apresentar um projeto revogando a lei resultante de projeto dele que criou a disciplina Direitos Humanos e Cidadania.
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