A Comissão de Defesa do Meio Ambiente realiza, hoje, a primeira audiência pública para discutir e procurar soluções objetivas para a destinação correta e o tratamento do lixo da Região Metropolitana do Recife. Antecipando o início dos debates, os parlamentares da comissão fizeram uma visita, ontem, ao Aterro de Resíduos Sólidos da Muribeca (lixão).
Os deputados puderam constatar “o desencontro” de informações entre os representantes das prefeituras dos dois municípios, o que tem contribuído, segundo os parlamentares, para que a gestão compartilhada não seja efetivada plenamente. Os danos ambientais provocados pelo lixão da Muribeca também foram constatados pelos parlamentares, como a poluição dos riachos e lençóis freáticos da área. “A situação exige uma ação imediata do Poder Público para resolver essa situação. O Legislativo tem um papel decisivo em pontuar as responsabilidades de cada um de forma objetiva, para que o gerenciamento do lixão seja regularizado e seus problemas resolvidos”, afirmou o presidente da Comissão da Alepe, deputado André Luiz Farias – Alf (PDT).
Na visita ao lixão, acompanharam os deputados o secretário de Destinação de Resíduos Sólidos de Jaboatão dos Guararapes e Supervisor da Gestão Compartilhada, Díbulo Veras, e o assessor da Empresa Municipal de Limpeza Urbana (Emlurb) do Recife, Vacil Vieira.
O secretário cobrou as planilhas atualizadas dos investimentos e gastos realizados pela Prefeitura da Cidade do Recife (PCR) e afirmou que Jaboatão continua sendo penalizado com as conseqüências do aterro na Muribeca e as áreas vizinhas. “São grandes as despesas sociais”, afirmou Veras, sem dispor dos valores gastos mensalmente. A deputada Ana Rodovalho (PSC), que foi secretária de Ação Social do município, lembrou que “todos os problemas sociais e os danos ambientais ficam com Jaboatão”.
O representante de Recife respondeu garantindo que, desde a assinatura do convênio da Gestão Compartilhada com Jaboatão e o Governo do Estado, no final de 2001, a PCR já aplicou R$ 4 milhões em obras estruturais no lixão e aguarda que cada parte envolvida faça o que lhe cabe. “A Prefeitura do Recife cumpriu o termo de ajustamento de conduta ao recuperar os acessos, tarefa que não estava prevista, construir a estação de chorume, implantar o cercamento e o cinturão verde”, disse Vieira.
A deputada Ana Cavalcanti (PPB) advertiu para a necessidade de se encontrar alternativas de ocupação para os 700 catadores que vivem no lixão. “Os problemas sociais precisam de solução urgente”, cobrou a parlamentar. Também participaram da visita os deputados Lourival Simões (PV) e Dilma Lins (PL).
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