Circo, teatro e dança vão dar o tom, neste dia 4, do Projeto Segunda Cultural, da Assembléia Legislativa. As apresentações ficarão por conta de dois grupos do Escola Aberta, projeto da Secretaria de Educação do Estado e da Unesco: o de Teatro Permanente, formado por adolescentes de vários colégios de Camaragibe, que encenará a peça “Amores de Carnaval”; e o Circulando, integrado por jovens da Escola Mota e Albuquerque, na Tamarineira, que mostrará para o público dança e circo. As atrações, no Plenário do Palácio Joaquim Nabuco, começam às 18h30.
A entrada é franca.
O Circulando foi formado em maio deste ano, com o apoio do Instituto Vida, organização não-governamental que trabalha, há mais de 20 anos, desenvolvendo atividades culturais e profissionalizantes com jovens e adolescentes.
Composta por 20 atores, a equipe é coordenada pelo bailarino e diretor teatral Vado Luz. A peça, que tem o mesmo nome do Grupo Circulando, discute a situação atual do circo, sendo dividida em dois atos. O primeiro, sob o tema “O Circo Guerreiro”, mostra a falta de apoio político e patrocínio das empresas para com os circos. O segundo ato, intitulado “O Circo Moderno”, apresenta histórias de amor vividas pelos artistas quando estão fora de cena, além de mostrar as grandes trupes que circulam pelo mundo, com uma estrutura totalmente diferente dos pequenos picadeiros.
Amores de Carnaval – A peça “Amores de Carnaval” é encenada por jovens da Cia.
D’Lúcard de Teatro Permanente do Projeto Escola Aberta, que nasceu em agosto de 2002, de uma oficina realizada pelo projeto nas Escolas Francisco de Paula Correia de Araújo e Frei Caneca, em Camaragibe.
O espetáculo, que tem por objetivo evitar a banalização da violência sexual, está ambientado em pleno Carnaval do Recife e Olinda. Em cada ato, é retratado um tipo de violência sexual e, como contraponto, uma cena de amor e paixão.
Segunda Cultural – O Segunda Cultural consagrou-se como um evento de sucesso.
Através dele, a Assembléia Legislativa leva à população, gratuitamente, cultura de qualidade, genuinamente pernambucana e regional. Os artistas não cobram cachês e têm a oportunidade de divulgar seus trabalhos. Lançado em fevereiro deste ano, pela Mesa Diretora da Casa, o projeto já contou, entre outras atrações, com a participação do violonista Henrique Annes, do grupo instrumental SaGrama e do Coral Edgard Moraes e Orquestra de Pau e Corda do Maestro Marco César.
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