CPI da Cultura ainda causa polêmica na AL

Em 12/03/2003 - 00:00
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A não-instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito que iria apurar suspeitas de irregularidades no Sistema de Incentivo à Cultura voltou a ser motivo de polêmica entre os deputados João Fernando Coutinho (PSB) e o Guilherme Uchôa (PDT). Repercutindo matéria do jornal Folha de Pernambuco, edição de domingo, Coutinho disse que, em nome do seu partido, precisava “esclarecer alguns fatos”.

O socialista rebateu a acusação de Uchôa de que o fim da CPI da Cultura se deu devido à proximidade do deputado federal Eduardo Campos (PSB) com o governador Jarbas Vasconcelos (PMDB). “Esse tipo de posicionamento não contribui para a unidade das oposições. A CPI é muito mais ampla e esta Casa deveria ter se posicionado pela sua instalação”, afirmou Coutinho.

Ele pediu a unidade da Oposição e lembrou que “informações desencontradas pelos jornais” só enfraquecem o grupo. “Não estamos aqui para tratar de questões dos outros partidos. A não-instalação da CPI não foi culpa do Governo, e sim por conta da falta de vontade dos 49 deputados”, concluiu Coutinho.

Em resposta, Uchôa lamentou ter que usar a tribuna, pela primeira vez nesta legislatura, para tratar do assunto. “Jamais fui contra a bancada de Oposição.

Passei quatro anos fazendo oposição ao Governo do PSB, fui para a oposição na gestão de Jarbas Vasconcelos e sempre cumpro minhas obrigações”, afirmou o pedetista.

De acordo com ele, o líder da Oposição, deputado Sérgio Leite (PT), reuniu documentos “que comprometem o Governo” e defendeu que os fatos citados sejam investigados até o fim. “Os documentos foram enviados ao Ministério Público e não discuto quem deixou de assinar a CPI. Vou procurar o MP para acompanhar as denúncias. Posso até me convencer de que não há nada de errado e, se isso ocorrer, venho me desculpar por ter assinado a CPI”, ressaltou.

Uchôa concluiu afirmando que não trabalha para desunir a bancada de oposição.

“Sérgio Leite pode contar comigo em todas as questões. Sou Oposição e, quando quiser sair, eu saio. Tenho independência e conduzo meu mandato de acordo com minha consciência”, concluiu.