Sa Grama se apresenta na Segunda Cultural da AL

Em 11/03/2003 - 00:00
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Durante mais de uma hora, o Plenário da Assembléia Legislativa serviu de palco para um dos mais importantes grupos de música instrumental de Pernambuco, o Sa Grama. O nome do grupo pode não estar tão presente na mente dos pernambucanos, mas seu trabalho sim. É que a trilha sonora do filme “O Auto da Compadecida”, de Guel Arraes, baseado na obra de Ariano Suassuna, foi criada e executada pelo Sa Grama. A apresentação é fruto do Projeto Segunda Cultural, criado pela Mesa Diretora com o objetivo de divulgar a arte pernambucana. O projeto teve início no dia 17 de fevereiro, quando houve a apresentação do Coral Edgard Moraes e da Orquestra de Pau e Corda do Maestro Marco César. As atrações não cobram cachê.

Baião, coco, ciranda, novena, reisado, maracatu, caboclinho e frevo são a base do repertório do Sa Grama, composto exclusivamente por compositores pernambucanos. O grupo surgiu em 1995, por iniciativa do professor e flautista do Conservatório Pernambucano de Música, Sérgio Campelo. Segundo ele, o grupo, formado por nove músicos, “trabalha a música pernambucana enfocando as manifestações da cultura popular. O diferencial é linguagem mais elaborada, mais erudita”.

Desde a sua formação, o grupo já gravou cinco CDs, que estão sendo vendidos em todo o País. O músico destacou ainda a importância da iniciativa da Assembléia de divulgar a arte pernambucana, dando ao povo a oportunidade de conhecer esse tipo de trabalho. Apesar de ter sido criado há pouco tempo, o Segunda Cultural já atrai um significativo número de pessoas. Na noite de ontem, até um músico espanhol veio prestigiar o grupo. Pablo Arrieta disse que já conhecia o trabalho do Sa Grama e destacou a importância da iniciativa. “Acho interessante divulgar esse tipo de trabalho, especialmente numa cidade tão rica culturalmente como o Recife”, completou. Fãs da boa música, Isabel Sehbe e Eulália Silva também estavam na platéia. Ambas foram unânimes ao ressaltar o incentivo à cultura e a possibilidade do grande público assistir espetáculos de relevante importância cultural. “Quanto mais acesso à cultura nós tivermos, mais responsáveis seremos de divulgar essa arte”, definiu Eulália.