A Comissão de Defesa da Cidadania irá, nesta segunda, fazer uma visita ao município de Aliança, na Zona da Mata Norte do Estado, para averiguar a situação de miséria e violência a que estão sendo submetidos os trabalhadores alocados nos engenhos que existem no local. Os deputados vão vistoriar a situação de dois engenhos. “Esperamos ver a situação dos trabalhadores, objetivando servir de apoio e incentivo para que eles prossigam na luta jurídica pela posse da terra, que é um direito deles”, afirmou o presidente do colegiado, Roberto Leandro (PT).
A Usina Aliança é proprietária de quase 7 mil hectares de terra, onde, segundo os deputados, nada se produz há mais de quatro anos. A usina deixou desempregados mais de 1.200 trabalhadores rurais, sem ao menos indenizá-los, levando-os a ingressar com ações trabalhistas, as quais ultrapassam o montante de R$17 milhões, quantia superior ao patrimônio da Usina. No total, a Usina deve cerca de R$246 milhões.
“No intuito de garantir a manutenção da propriedade das terras da usina, inclusive para fazer gerar bônus especulativos em torno da necessidade de investimentos naquela região, os seus proprietários encontraram uma fórmula mágica para realizar um grande golpe, utilizado as dívidas trabalhistas com a conivência do Sindicato de Trabalhadores Rurais de Aliança e a ingenuidade dos ex-empregados, que passaram a ser as principais vítimas do esquema”, afirmou Roberto Leandro.
“Esperamos que, com essa visita da Comissão de Defesa da Cidadania, as diversas instâncias e autoridades dos poderes públicos, no âmbito estadual e federal, se preocupem mais em atuar com o senso de justiça que espera o povo pernambucano e mudem, com urgência, a injusta decisão de paralisar o processo de desapropriação das suas terras improdutivas, quando já está para ser emitido o Decreto de Desapropriação pelo Presidente da República. Por isso mesmo, é inaceitável a postura do Poder Judiciário de proteger uma empresa que sonega impostos estaduais e federais, que se apropria de contribuições sociais e previdenciárias, que demite pessoas sem respeitar os direitos legais e que está paralisada desde o ano de 1997, gerando mais miséria na região. O nosso objetivo é levar a cidadania para esses trabalhadores, dando-lhes condições de produzir e viver com dignidade”, finalizou Leandro.
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