Aglailson e Collins deixam PSB após polêmica da CPI

Em 10/04/2003 - 00:00
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Os deputados José Aglaílson Júnior e Cleiton Collins se desligaram do Partido Socialista Brasileiro. A saída dos parlamentares do PSB se deu por conta da polêmica em torno da CPI da Cultura.

Aglailson disse que deixava o partido para não constranger as lideranças e nem enfraquecer a bancada de Oposição na Casa, diante de sua recusa em assinar o requerimento de instauração da Comissão de Inquérito Parlamentar da Cultura. “O momento político exige esse posicionamento”, explicou. A CPI foi solicitada pela Oposição para investigar a utilização dos recursos da Lei de Incentivo à Cultura no Estado.

Aglailson disse, também, que mesmo distante da legenda não deixava de admirar e respeitar o presidente nacional do partido, deputado federal Miguel Arraes, nem deixava de ser amigo do também deputado federal Eduardo Campos. “Apenas não comungamos com a ação política daqueles que se especializaram em assaltar a honra alheia”, justificou.

De acordo com ele, sua passagem pelo PSB foi marcada sempre “pela transparência nas ações, pelo respeito às diretrizes partidárias e aos companheiros de luta”.

E, por fim, Aglaílson afirmou que, mesmo sem partido, continuará a defender os interesses de Pernambuco e de Vitória de Santo Antão.

Opiniões – Cleiton Collins disse que o seu desligamento do Partido Socialista deu-se por “incompatibilidade de opiniões”, principalmente, no que diz respeito à instalação da CPI da Cultura. Seguindo a mesma postura de Aglaílson Júnior, ele afirmou não ter recebido nenhuma proposta do Governo para não apoiar a CPI.

Segundo Collins, seu desligamento do PSB tem o objetivo de somar aos seus ideais o que pensa de melhor para o Estado. “Apesar disso, continuo respeitando o partido”, observou.

O deputado falou que, por enquanto, não tem nenhum partido em vista, ressaltando a importância de ter militado como parlamentar no PSB, respondendo pela a ideologia do partido “enquanto o foi cabível”. Para Collins, apesar do pouco tempo na sigla, o período foi suficiente para defini-lo como político.

“Filiei-me ao partido em um momento muito importante para o povo evangélico, na influência do meu nobre amigo Antony Garotinho, na época candidato à Presidência da República”, lembrou.

Em aparte, o deputado Roberto Leandro (PT) disse que espera, não só de Collins, como de Aglailson, que eles permaneçam no “bloco da Oposição”. O outro deputado do PSB na Alepe, Isaías Régis, lamentou a decisão do seu partido, criticando a “pressão pública” feita aos parlamentares . “O PSB deveria ter mais responsabilidade e não pedir ações parlamentares por motivos pessoais, mas sim estaduais”, completou.