Diante das denúncias de abuso de autoridade, uso indevido de uma metralhadora pelo 2º Batalhão da PM, contaminação da terra, da água e dos produtos agrícolas, pressões e ameaças e morosidade nos processos de desapropriação das terras, os deputados decidiram elaborar um relatório e um documento com depoimentos e imagens em video. “Vamos solicitar uma audiência com o governador Jarbas Vasconcelos para exigir dele o cumprimento do papel do Estado e o engajamento para ajudar na agilização dos processos e evitar os possíveis conflitos”, destacou Roberto Leandro (PT).
O presidente da Comissão de Defesa da Cidadania lembrou, ainda, que o relatório e o documentário seguirão amanhã para Brasília com a deputada Ceça Ribeiro (PT), que, junto com o deputado federal Paulo Rubem Santiago (PT), levará cópias das denúncias para a Presidência do Incra, o Ministério da Reforma Agrária, as Presidências da Câmara e do Senado Federal.
Os parlamentares pretendem incluir os conflitos agrários na agenda da visita que o presidente Lula da Silva fará ao Estado neste mês. O deputado soldado Moisés Filho (PL) afirmou que se sentia constrangido “com o uso indevido da Polícia Militar” e pediu providências “para evitar que novos fatos, que denigrem a corporação, voltem a ocorrer”.
Em Aliança, o coordenador do MST em Pernambuco, Jaime Amorim, e os advogados dos camponeses, Bruno Ribeiro e João Arnaldo, denunciaram que a usina falida tem dívidas com o Governo Federal de R$ 245 milhões (cálculo de 1998) e patrimônio 20 vezes menor. Eles pediram providências para agilizar o processo de desapropriação com troca de dívidas por terra. As denúncias foram acompanhadas por Andressa Caldas, representante da Agência de Direitos Humanos Justiça Global, que fornece informações para a Organização das Nações Unidas (ONU) e Organizações dos Estados Americanos (OEA).
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