Projeto Avançar, da Secretaria de Educação, é denunciado na Alepe

Em 06/08/2003 - 00:00
-A A+

A deputada Teresa Leitão (PT) fez, ontem, uma denúncia contra o Governo do Estado, relativa à implantação do Projeto Avançar, da Secretaria de Educação.

Trata-se de um programa de aceleração do ensino médio, com duração de 15 meses, para alunos com distorção idade/série, seguindo a metodologia do ensino a distância, para o qual foram matriculados 12 mil estudantes, e que, segundo a parlamentar, não saiu, de fato, do papel.

De acordo com a deputada, o projeto foi lançado em 2001, em meio a um processo polêmico e controvertido. “Ficou-se sabendo que a metodologia do programa seria comprada à Fundação Roberto Marinho, através de uma instituição com sede no Estado do Amazonas. Os recursos destinados ao convênio foram aprovados por esta Assembléia Legislativa, num total de R$ 58 milhões provenientes da privatização da Celpe. Entretanto, pelo número de alunos que o programa dizia abranger, só seriam necessários R$ 32 milhões”, apontou.

A deputada disse, ainda que, “na tentativa de desobstruir o fluxo do ensino médio para matricular novos alunos oriundos da 8ª série, sem precisar de fato ampliar vagas, a Secretaria de Educação criou vagas às custas dos sonhos de muitos e, para esconder o déficit de professores pela ausência de concurso público há sete anos, transformou o professor em monitor polivalente”. “Foi o verdadeiro ouro de tolo que o governador Jarbas Vasconcelos apresentou para a educação, entregando recursos públicos à iniciativa privada, deixando milhares de alunos sem aulas e ainda fazendo pouco caso das expectativas alheias. Esses milhares de alunos devem, sim, processar o Governo por perdas e danos à propaganda enganosa”, concluiu.