A confirmação de duas mortes, em Araripina, no Sertão do Estado, por dengue hemorrágica, deixou o vice-pr esidente da Comissão de Saúde, deputado Raimundo Pimentel (PSL), preocupado. Em pronunciamento, ontem, o parlamentar alertou para a necessidade “urgente” das autoridades locais de saúde tomarem “as providências necessárias” para evitar que o vetor da doença, o mosquito Aedes Aegypti, se alastre mais ainda. “Faço esse relato triste para a saúde pública”, admitiu o parlamentar, lembrando que, desde o dia 7 de fevereiro, a comissão recebeu ofício da Secretaria Estadual de Saúde alertando para os riscos do aumento da proliferação da doença.
Pimentel lembrou que não adianta as autoridades de saúde – federais, estaduais e municipais – ficarem divergindo sobre as atribuições do combate ao mosquito, como ocorreu na epidemia da dengue no Rio de Janeiro, no ano passado. “Os dados da presença do mosquito são alarmantes. Para o Ministério da Saúde, o índice de quase 1% de infetação intradomiciliar é aceitável, mas, em alguns municípios pernambucanos, já chega a 20%”, afirmou.
O parlamentar disse que, em Araripina, o nível de infestação do mosquito está em 12%. “A situação é grave e o risco ainda grande, por isso dirijo apelo aos parlamentares para que cobrem os compromissos dos prefeitos e seus secretários de Saúde em relação ao combate da doença”, disse Pimentel. Segundo ele, além das duas mortes, tem ainda um caso de óbito que está sendo investigado pelo setor de epidemiologia do município. Raimundo Pimentel afirmou, ainda, que o Ministério da Saúde repassa recursos para os municípios contratarem os agentes de saúde, que devem fazer o trabalho educativo em todas as moradias. “A Secretaria Estadual de Saúde já designou uma força tarefa para Araripina, para que a doença não se alastre”, informou.
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