Malabarismo, dança e dramaturgia ocuparam, ontem, o Plenário da Assembléia Legislativa na sétima edição do Projeto Segunda Cultural. Ao todo, 40 jovens, entre 15 e 24 anos de idade, mostraram o fascínio do circo, do teatro e da expressão corporal, através de acrobacias e coreografias que misturaram passos dos diferentes ritmos da cultura popular.
Os artistas participaram divididos em dois grupos: o Teatro Permanente e o Circulando. O primeiro, formado por adolescentes de vários colégios de Camaragibe, encenou a peça “Amores de Carnaval”. Já o Circulando, integrado por jovens da Escola Mota e Albuquerque, na Tamarineira, mostrou ao público a dança e as atividades circenses. Ambos fazem parte do Escola Aberta, projeto da Secretaria de Educação do Estado e da Unesco.
“A apresentação desses jovens fora de suas comunidades é muito importante porque eleva a auto-estima. A iniciativa da Assembléia Legislativa é perfeita, pois representa mais um espaço de divulgação desse importante trabalho”, declarou o coordenador de cultura do projeto, Mauro Lira.
O Circulando foi formado em maio deste ano, com o apoio do Instituto Vida, organização não-governamental que trabalha, há mais de 20 anos, desenvolvendo atividades culturais e profissionalizantes com jovens e adolescentes. Composta por 20 atores, a equipe é coordenada pelo bailarino e diretor teatral Vado Luz.
A peça, que tem o mesmo nome do Grupo Circulando, discutiu a situação atual do circo e foi dividida em dois atos. O primeiro, sob o tema “O Circo Guerreiro”, mostrou a falta de apoio político e patrocínio das empresas para com os circos.
O segundo ato, intitulado “O Circo Moderno”, apresentou histórias de amor vividas pelos artistas quando estão fora de cena e as grandes trupes que circulam pelo mundo, com uma estrutura totalmente diferente dos pequenos picadeiros.
Amores de Carnaval – A peça “Amores de Carnaval”, encenada por jovens da Cia.
D’Lúcard de Teatro Permanente do Projeto Escola Aberta, surgiu em agosto de 2002, de uma oficina realizada pelo projeto nas Escolas Francisco de Paula Correia de Araújo e Frei Caneca, em Camaragibe.
O espetáculo teve por objetivo evitar a banalização da violência sexual, ambientando a situação em pleno Carnaval do Recife e Olinda. Em cada ato, foi retratado um tipo de violência sexual e, como contraponto, uma cena de amor e paixão.
Através do Segunda Cultural, a Assembléia Legislativa leva à população, gratuitamente, cultura de qualidade, genuinamente pernambucana e regional. Os artistas não cobram cachês e têm a oportunidade de divulgar seus trabalhos.
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