A divulgação na imprensa de uma nota da Confederação dos Trabalhadores da Venezuela (CTV) duvidando da legitimidade dos representantes da PSDVA, estatal de petróleo daquele país, que assinaram protocolo de intenções com o Governo do Estado para a instalação de um refinaria em Pernambuco, foi debatida na Assembléia Legislativa. O líder do PDT, deputado José Queiroz, afirmou que a nota exigia uma explicação, porque, pelo que a CTV revelou, “pode estar sendo lesada a boa-fé do Governo do Estado”.
O parlamentar afirmou que o Executivo “pode estar negociando coisas no limite do escuso”, o que é preocupante para o projeto da refinaria. Segundo o deputado, o protocolo de intenções foi assinado, no último dia 6 de fevereiro, incluindo também a empresa alemã Rennor, e amplamente divulgado, o que gerou expectativa para a instalação da refinaria.
Em aparte, o líder do Governo, deputado Bruno Araújo (PSDB), desqualificou o tom de denúncia que Queiroz quis dar ao seu pronunciamento. “Trata-se de uma peça apenas informativa a nota da CTV, que não merece ser abordada pelo Governo do Estado”, afirmou Araújo. Ele disse que o Executivo assinou um protocolo de intenções com a estatal de um governo em regime de pleno estado de direito.
Lembrou que o governo do presidente venezuelano, Hugo Chavez, é reconhecido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Também em aparte, o líder do PFL, deputado Augusto Coutinho, afirmou que o governador Jarbas Vasconcelos (PMDB) tem sido cauteloso sobre a possibilidade da instalação da refinaria, mas jamais será omisso, pois reconhece a importância do projeto. “É muito salutar este debate, pois enriquece e só confirma o interesse do Estado”, disse Coutinho.
Já Sílvio Costa (PMN), em outro aparte, disse que a nota da CTV é relevante e merece um esclarecimento. Ele sugeriu que a Assembléia Legislativa promova uma audiência pública para debater a questão. Queiroz prometeu voltar a tratar do assunto na segunda ou terça-feiras.
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