As dificuldades enfrentadas pelos empresários do Pólo Gesseiro do Estado foram reapresentadas, ontem, na Tribuna, pelo deputado Raimundo Pimentel (PSDB). A Resolução Nº 307 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que classificou o gesso como material tóxico tipo C, prejudicial à saúde, é o maior motivo de preocupação, segundo o parlamentar. A decisão prejudica a economia da região, pois é de conhecimento público que o sulfato de cálcio, que contém enxofre, só prejudica a saúde humana se for ingerido.
“Um representante da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) votou a favor da decisão do Conama e, agora, tem uma grande oportunidade para corrigir essa falha. Outras dificuldades também estão em pauta, como a construção do ramal do gesso. Precisamos pedir que a bancada federal inclua no Orçamento Geral da União recursos para essa obra. A confecção do projeto já foi feita pelo Governo do Estado”, declarou Pimentel.
O parlamentar disse que, “ao contrário” do pronunciamento feito anteontem pelo deputado Sílvio Costa (PMN), o governador Jarbas Vasconcelos (PMDB) realizou duas importantes obras para a região: a construção da estrada do gesso e a conclusão da Adutora do Oeste. “A construção da rodovia do gesso deveria ter sido feita em 1982, mas, infelizmente, o ex-governador e deputado federal Roberto Magalhães (PTB), a quem tenho todo respeito, abandonou a obra. Foi o governador Jarbas quem a concretizou”.
O presidente da Comissão de Meio Ambiente, Alf (PTB), aparteou enfatizando a necessidade de impulsionar o pólo gesseiro a exportar. “Coloco-me à disposição para realizar uma audiência pública no Sertão e ir a Brasília, se necessário, para conversar com um representante do Conama e rever essa decisão”. O presidente da Comissão de Saúde, Sebastião Oliveira Júnior (PSDB), propôs a participação do colegiado, com o intuito de mostrar que “existem menos seqüelas no serviço com o gesso do que naquele onde é utilizado o cimento.”
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