CPI mapeia pontos de drogas no Recife

Em 16/04/2003 - 00:00
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A CPI do Roubo de Cargas e Tráfico de Drogas começou, ontem, a ouvir consumidores e traficantes de drogas envolvidos em roubo de cargas no Estado.

Em face dos depoimentos, os deputados entendem ser indispensável uma ação fiscalizadora mais intensa da Polícia Federal e da Polícia Civil nas noites do Recife. “Boates, academias e teatros, configuram-se pontos de distribuição das drogas, mostram elos com a rede de traficantes que atuam na Zona Sul ou noutras áreas da RMR. Nunca chegamos tão perto dessa nefasta rede”, comemora o relator Fernando Lupa (PSDB).

O presidente da CPI, Pedro Eurico (PSDB), vai marcar uma reunião para decidir os próximos passos a serem seguidos e quais as providências que devem ser tomadas no andamento dos trabalhos. Ele quer contar com o Ministério Público nas investigações dos “tubarões” do mercado das drogas no Estado. Eurico acatou sugestão de Lupa e determinou o envio de ofício à Secretaria da Fazenda solicitando indicação de um auditor fiscal para integrar-se à CPI, em face da ocorrência de cargas roubadas no interior .

O deputado José Aglaílson (sem partido) vê a CPI no caminho certo. “Vamos apurar com rigor e encaminhar os resultados à Justiça”, adiantou.Henrique Queiroz (PP) fez um alerta para os próximos depoentes. “A CPI não se deixará convencer por contradições orientadas”, lembrou.

A CPI tem reunião marcada para hoje, às 10h, tendo em pauta ouvir três policiais civis vindos de Caruaru, acusados por José Rubens de Siqueira (Rubinho) de receber propinas para livrá-lo da prisão. Ontem, foram ouvidos Nelson da Rocha Júnior (Junho Star, consumidor da droga ecstasy); Carlos Félix de Lima (Primo) e José Rubens de Siqueira e a irmã, Maria Edleuza de Siqueira e Altanilton Nildo de Barros (“Novo”).