A Comissão de Cidadania vai realizar, hoje, em Paudalho, uma investigação no Fórum local sobre o número de inquéritos e processos que estão paralisados naquela comarca, promovendo gestões para o andamento dos trabalhos. O anúncio foi feito, ontem, pelo deputado Fernando Lupa (PSDB). Ele disse, também, que o colegiado vai agir contra a ação de um grupo de extermínio que atua na área.
O parlamentar fez questão de destacar o trabalho “competente que vem sendo realizado pela polícia na área”, destacando, em especial, a atuação do chefe de Polícia Civil, Anibal Moura, “que tem mantido sua equipe alerta no combate às atividades criminosas em Paudalho”.
Em aparte, o deputado Antonio Moraes (PSDB) destacou o trabalho da Comissão de Cidadania, ressaltando sua contribuição no combate às ações criminosas. Ele lembrou o assassinato do secretário da Prefeitura de Lagoa do Carro, que foi “sentenciado” e depois jogado na localidade Guadalajara. Respondendo a Moraes, Lupa lembrou que o caso está “entre as 70 vítimas do grupo de extermínio”.
Lupa disse, em seguida, temer que a onda de violência no País chegue a Pernambuco através do “efeito dominó”. Em seguida, foi aparteado pelo deputado petista Roberto Leandro, presidente da Comissão de Cidadania, que se referiu às providências tomadas pelo colegiado a serem desenvolvidas em Paudalho lembrando, entretanto, que o sucesso das ações adotadas vai depender “do empenho conjunto da sociedade e do Governo do Estado”. Ele anunciou que, na segunda-feira, a comissão vai a Aliança, onde estão ocorrendo ameaças a trabalhadores rurais. “Precisamos trazer para esta Casa os resultados de nossa visita”, acentuou.
Em outro aparte, o deputado Maviael Cavalcanti (PFL) disse estar ocorrendo em Goiana o mesmo que em Paudalho: “Lá, todos os segmentos da sociedade estão discutindo a questão da segurança”. Ele solicitou que a comissão programe uma visita ao município, porque “existe um clima de terror instalado na Zona da Mata Norte, principalmente em Goiana”.
O deputado Cleiton Collins (PSB) usou a tribuna de apartes para elogiar a atuação da comissão e se referiu às ações criminosas dos grupos criminosos que não só matam, mas também são responsáveis pela distribuição de drogas, lembrando ser necessária uma ação preventiva no combate ao tráfico nas favelas.
Fernando Lupa destacou que pesquisou revistas e jornais sobre a violência no mundo, culpando, no caso do Brasil, a existência de um Código Civil envelhecido, “do tempo em que se matava pessoas com estilingue”, e solicitou providências para que o Código “saia logo da prateleira do Ministério da Justiça”.
Finalmente, o primeiro vice-presidente da Alepe se referiu à matança de juízes que está ocorrendo no País, e disse ter ficado estarrecido com a ordem de assassinato do juiz capixaba, que teria partido de dentro da penitenciária do Acre. Ele lembrou a luta dos italianos no combate às ações criminosas da máfia, destacando que lá foram nacessárias as mortes de dois juízes para que a sociedade acordasse para o problema e buscasse uma solução, como, efetivamente, ocorreu.
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