O deputado Fernando Lupa (PSDB) se colocou à disposição do setor de floricultura de Pernambuco, atividade emergente da Zona da Mata e das regiões de brejo, para viabilizar medidas que resultem em seu fortalecimento. “Tenho pautado minhas intervenções nas reuniões plenárias no sentido de valorizar alguns setores da economia pernambucana, cujo potencial de geração de emprego e renda seja diferenciado, importante para a economia e ao crescimento”.
Segundo Lupa, apesar de inúmeras vantagens, o setor produtor de flores e plantas ornamentais demonstra a crescente necessidade de ações articuladas, a fim de dotar, não só o País, como também o Estado, de condições para uma produção de qualidade. Para isso, conforme o parlamentar, é necessária a adaptação das culturas às características de solo e clima das diversas regiões.
“Pernambuco é o maior produtor nacional de flores tropicais (55 hectares) e o quinto de flores tradicionais (120 hectares). São cerca de 200 produtores, que geram 1,5 mil empregos, permitindo uma movimentação financeira de aproximadamente R$ 30 milhões ao ano”, lembrou.
Para Lupa a atividade traz muitos benefícios ao Estado, porque ao receber orientação para o cultivo, os pequenos e médios produtores fornecem produtos de alto valor de qualidade ao mercado; promove o aumento da renda regional e per capita em regiões produtoras, além da geração de renda indireta; cria empregos, predominando a mão-de-obra familiar e contribuindo para fixar o homem no campo e estancar o fluxo migratório; provoca o surgimento de divisas, através das exportações; e especializa mão-de-obra, com a respectiva elevação do salário real.
O deputado aproveitou a ocasião para fazer um balanço histórico-econômico da atividade, não só na região, como no País, onde, segundo ele, iniciou-se como atividade em maior escala, a partir de meados dos anos 60. “O País, e o Estado, possuem notórias vantagens comparativas para especializar-se na produção de flores, bastando citar os microclimas privilegiados, a disponibilidade de terra, água, energia, mão-de-obra, tecnologias agronômicas, infra-estrutura rodoviária e portuária e canais de distribuição adequados”, observou
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