Reestruturação da Cipoma é defendida

Em 04/04/2003 - 00:00
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A Comissão de Meio Ambiente definiu, ontem, que, no dia 11 deste mês, será feita um visita aos municípios de Igarassu e Itapissuma para verificar a denúncia de devastação dos manguezais causada pelo cultivo ilegal de camarão.

Essa atividade será a primeira em parceria com a 1ª Companhia Independente de Policiamento do Meio Ambiente (Cipoma). A denúncia foi feita pela deputada Ceça Ribeiro (PT). “Se isso estiver ocorrendo, a comissão irá tomar medidas drásticas junto ao Ministério Público e ao Ibama”, afirmou o presidente do colegiado, deputado Alf (PDT).

Na reunião, o major Reynaldo Santos de Santana falou sobre o projeto para a reestruturação da Cipoma. Ela foi criada em 18 de dezembro de 1989 para defender o meio ambiente em todo o Estado, possuindo, hoje, um efetivo de 214 pessoas. Sua atuação se dá no combate ao tráfico de animais silvestres, ao desmatamento ilegal, à biopirataria, às queimadas, à pesca predatória, às extrações de minérios ilegais, e à poluição do ar e dos mananciais.

O fortalecimento jurídico das ações de fiscalização, de modo que o policiamento ambiental possa realizar autuações dos infratores, a divulgação institucional das atividades realizadas pelo Cipoma e a qualificação dos seus integrantes foram algumas propostas apresentadas na reunião de ontem. Além disso, a criação de uma linha verde, que seria um serviço 0800, em parceria com o CPRH, para o recebimento de denúncias, e a criação de um corpo de educadores ambientais para um trabalho de conscientização nas escolas e nas comunidades.

Foi proposto também a realização de um fórum com todos os secretários municipais ligados ao meio ambiente para se ter um diagnóstico sobre todos problemas dessa área em todo o Estado. Para isso, já foi marcado uma audiência pública em Timbaúba, no fim do mês. A proposta partiu do deputado Antônio Moraes (PSDB), que estava presente na reunião.

“Foi de extrema importância a palestra do major, pois ficou evidente a falta de fiscalização do nosso meio ambiente, gerada pela falta de condições do Cipoma.

Para realizar essa reestruturação é necessária uma decisão política para cobrar do Governo do Estado medidas urgentes”, finalizou Alf.